Centro de Referência de Animais em Risco alerta: vacina canina não é eficaz contra coronavírus em humanos

  • 26/03/2020
Centro de Referência de Animais em Risco alerta: vacina canina não é eficaz contra coronavírus em humanos

A grande quantidade de informações que circula na internet, em especial nas redes sociais, tem gerado esclarecimentos sobre a pandemia do coronavírus, mas também dúvidas, já que muitas são disseminadas em forma de fake news.

Nesse contexto, um dos questionamentos feitos por parte da população é sobre a possibilidade de o ser humano contaminar um pet com o vírus e também a situação contrária: a de pets transmitirem o coronavírus para as pessoas.

Até o momento não há a comprovação científica que o vírus que contamina uma espécie possa infectar outra. Conforme o médico veterinário do Centro de Referência de Animais em Risco (CRAR), Cristóvão Câmara, isso acontece porque os tipos e formas dos vírus em cada espécie é diferente e se manifesta de modos distintos.

“Existe o corona canino. Este é um vírus, que possui a forma de uma coroa, mas ele se manifesta diferente do corona humano. Nos cães, a virose causa uma gastroenterite e provoca diarreia nos cachorros, principalmente naqueles que possuem baixa imunidade. Mas não há muito índice de morte nesses casos”, destaca o médico veterinário.

Para evitar o contágio da doença, os cães podem tomar vacinas a partir de 60 dias contra o corona. As vacinas são conhecidas como V8, V10 e V12, recomendadas como anuais. São essas imunizações que possibilitam que os animais tenham defesas suficientes contra o vírus, mas, segundo Cristóvão, essas doses não devem ser aplicadas em humanos, pois não geram imunidade para o Covid-19, além de serem contraindicadas podendo causar risco à saúde.

“O que causa a multiplicação das doenças nos cães é eles estarem em contato direto com outros cachorros que estão contaminados com os vírus. Por isso, a recomendação é que esses animais não fiquem aglomerados com cães de rua e que os tutores não adotem muitos pets ao mesmo tempo”, ressalta Cristóvão.

Alguns testes foram feitos na China para verificar a possibilidade de o corona humano ser transmitido em cachorros. Na ocasião, um cão que estava morando com tutor contaminado foi isolado. Uma técnica para encontrar partículas virais em uma pequena amostra de pesquisa foi realizada e os pesquisadores encontraram a presença da Covid-19 nas partes externas dos animais. O procedimento foi repetido depois de dois dias e então percebeu-se que não havia mais resíduos do vírus nos cães.

“Os resultados dos testes realizados até o momento significam que o vírus não se multiplica nos cães. Eles podem ter contágio ambiental, mas não foi possível caracterizar uma transmissão da virose para o organismo dos animais e nem multiplicação viral de forma ativa. O índice da presença do vírus foi muito baixo. Diante dos testes feitos até o momento fica evidente que não há a comprovação de que a espécie humana contamina os cães com o coronavírus”, avalia o médico veterinário.

De acordo com Cristóvão a situação observada na China indica que os cães podem ser fontes do vírus se uma pessoa contaminada o tocar e, depois, o mesmo cão ficar em contato com outra pessoa. “Assim como as partículas do vírus ficam suspensas no ar e contaminam objetos, o vírus pode também ficar na pelugem ou nas patinhas de cães e gatos se uma pessoa infectada o tocar. Os pets podem não manifestar nenhum sintoma, mas se uma outra pessoa os tocar em seguida, esse vírus pode ser transmitido a ela”, explica.

Para prevenir que os animais levem o vírus para dentro de casa, o veterinário aconselha as pessoas a higienizarem as patinhas dos pets constantemente com álcool em gel, principalmente se os cães e gatos saírem de casa. Para mais informações a respeito do coronavírus, ligue no (42) 3220-1019. A Central está atendendo das 8h às 22h.

Da assessoria

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