A indústria do Paraná iniciou 2025 com o melhor desempenho em geração de empregos formais dos últimos três anos. Em janeiro, o setor criou 5.469 novas vagas com carteira assinada, superando em 1,1% o saldo do mesmo mês do ano anterior (5.411), conforme dados do Novo Caged, divulgados nesta quarta-feira (26) pelo Ministério do Trabalho. O resultado representa 7,8% das vagas abertas no setor industrial em todo o Brasil, que teve crescimento de 7% no período.
O Paraná foi o quinto estado que mais contratou na indústria no mês, ficando atrás de São Paulo (26,4 mil vagas), Santa Catarina (14,7 mil), Rio Grande do Sul (9,1 mil) e Minas Gerais (8,2 mil). O segmento industrial respondeu por 34% das contratações no estado, consolidando-se como o segundo maior gerador de empregos, atrás apenas do setor de serviços, que registrou saldo positivo de 7.403 postos de trabalho. Na sequência aparecem construção (3.743) e agropecuária (1.029). O comércio, por sua vez, teve saldo negativo de 1.726 vagas, reflexo da sazonalidade do setor, que contrata para as vendas de fim de ano e reduz o quadro no início do novo ciclo. No total, o Paraná criou quase 16 mil novos empregos em janeiro.
Atualmente, a indústria emprega mais de 795 mil trabalhadores no estado, um crescimento de 4,1% em relação a janeiro de 2024, quando o contingente era de 763,7 mil. Nos últimos 12 meses, o setor adicionou 31,3 mil novos postos, número três vezes superior ao registrado no período anterior (10,5 mil).
Os dados refletem a tendência apontada pela Sondagem Industrial da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), divulgada na semana passada. Segundo a pesquisa, 61% dos empresários do setor estão otimistas quanto ao desempenho dos negócios para 2025, e as contratações reforçam o movimento de recomposição das equipes para atender à demanda do ano.
Perspectivas e destaques do mês
Apesar do saldo positivo, o ritmo de contratações pode desacelerar nos próximos meses. A mesma pesquisa da Fiep indica que os empresários demonstram cautela diante da política econômica vigente, marcada por juros elevados. Esse cenário pode impactar investimentos e reduzir a criação de novas vagas no setor. Além disso, as projeções econômicas para 2025 indicam um crescimento mais moderado em relação ao ano anterior, o que pode influenciar a decisão dos empresários quanto à expansão da força de trabalho.
Das 24 atividades industriais acompanhadas pelo Novo Caged, 21 apresentaram saldo positivo em janeiro. O maior crescimento foi registrado no segmento de confecções e artigos do vestuário, que gerou 902 novas vagas. Na sequência, destacam-se os setores de móveis (622), produtos de metal (588), manutenção e reparação de máquinas (509) e fabricação de máquinas (494). Apenas três atividades encerraram postos de trabalho no período: petróleo (-42), bebidas (-37) e celulose e papel (-13).
da Agência Fiep