há 3 horas
Amanda Martins

Ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) demonstram resistência em conceder prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro, diante do temor de que ele volte a violar a tornozeleira eletrônica. Segundo relatos feitos para o Metrópoles, o histórico recente pesa contra a concessão do benefício.
De acordo com magistrados, havia uma expectativa de que Bolsonaro pudesse receber tratamento semelhante ao do ex-presidente Fernando Collor, que, mesmo condenado ao regime fechado, obteve autorização para cumprir a pena em prisão domiciliar em razão de problemas de saúde. No entanto, a comparação enfrenta resistência dentro da Corte.
Um integrante do STF afirmou que Bolsonaro já estava em prisão domiciliar quando tentou violar a tornozeleira eletrônica, o que levanta dúvidas sobre o cumprimento de novas medidas. “O que garante que não tentará novamente? Collor nunca violou a tornozeleira”, afirmou o magistrado, ao destacar a diferença de conduta entre os dois ex-presidentes.
A defesa de Bolsonaro, por sua vez, sustenta que o ex-presidente apresentava um quadro de desorientação mental no momento em que utilizou uma solda para tentar romper o equipamento de monitoramento. Os advogados alegam que ele havia misturado os medicamentos pregabalina e sertralina, cujas bulas indicam que, em casos incomuns, podem provocar alucinações.
Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado após a eleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Já Fernando Collor recebeu pena de 8 anos e 10 meses de prisão por corrupção.