Quinta-feira, 20 de Janeiro de 2022

Missionários que saíram de Telêmaco Borba chegam ao Amazonas

13/01/2022 às 18:51
Padre Sílvio, diácono Metódio e Vera Retixin com moradores, na primeira celebração no KM 70 – Foto: Paróquia São João Batista/Canutama

Padre Sílvio Mocelin, que completa 85 anos em fevereiro, o diácono Metódio Retexin e sua esposa, Sebastiana Vera Retexin, já estão no Km 70, localidade que fica ao sul do município de Canutama (AM), na divisa com Porto Velho (RO), e pertence à Paróquia São João Batista, administrada pelos padres da Diocese de Ponta Grossa, Osvaldo Pinheiro e José Nilson Santos. Os três missionários saíram da Paróquia São Pedro e São Paulo, de Telêmaco Borba, de carro e levaram três dias para chegar ao Amazonas. O grupo saiu do Paraná na quarta-feira e chegou à comunidade na noite de sexta-feira, dia 7.

De acordo com o diácono Metódio, a viagem foi tranquila. “Fizemos cerca de mil quilômetros por dia. Foi tudo bem. Padre Sílvio está bem. Estamos arrumando a casa, adequando a estrutura, mobiliando. Compramos móveis em Porto Velho porque só havia duas camas e mais nada aqui”, detalha, contando que a residência foi cedida pelos moradores e estava vazia, sem uso. Os primeiros dias foram para o conserto de algumas coisas, como o encanamento da cozinha e da lavanderia, e a instalação da internet. “Agora, instalados, estamos conhecendo um pouco da situação local e esperando a missa de acolhida, quando seremos oficialmente apresentados às lideranças da comunidade. Só então saberemos como está a caminhada para darmos continuidade ao que já vem sendo feito e, depois, pensar em realizar algo mais”, adianta o diácono. Essa é a época de muita chuva na região, momento em que as pessoas não saem de casa pelas dificuldades de locomoção.

A missa de acolhida dos missionários será presidida pelo bispo da Prelazia de Lábrea, Dom Santiago Sànchez Sebastian, com a presença do pároco da São João Batista, padre Osvaldo Pinheiro, no dia 20 de fevereiro. “Estamos todos empolgados. Eles estão ainda se acomodando, comprando o básico, organizando tudo para poder iniciar os trabalhos. Não há nada programado a princípio, somente a missa de acolhimento, dia 20 de fevereiro. Tudo é muito difícil aqui. Estamos no período de chuvas, são estradas de chão, muito barro, não tem como sair fazer visitas”, conta uma moradora. “Tivemos uma celebração no sábado, mas como minha família estava em viagem e chegou dois dias antes deles, não tivemos tempo de convidar o pessoal, fazer esse acolhimento. Acabou sendo uma celebração bem íntima, com a presença de apenas duas famílias”, acrescenta.

Os três missionários responsáveis pela construção e efetivação de construção de um centro missionário no Km 70. Conforme o bispo Dom Santiago, ainda que a transferência dos missionários não tenha sido oficializada em um convênio por enquanto, a estadia seria de aproximadamente três anos. “Esse centro vai ser criado totalmente, até materialmente, com a construção de capela, moradia, centro de reuniões, de pastoral… Queremos que seja lugar de experiência, de estágio, para os seminaristas e para o clero. Temos feito essa experiência em Lábrea com alguns seminaristas, com leigos e religiosos, e, foi muito positivo. Os que conhecem a realidade da Prelazia são, depois, os primeiros animadores e evangelizadores. Então, aqui, além de fundar esse centro missionário, eles serão os formadores dos futuros missionários”, ressalta o bispo.

A Paróquia São João Batista tem a extensão territorial da Diocese de Ponta Grossa.

da assessoria