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Moraes nega transferência imediata de Bolsonaro para hospital após queda em cela da PF

A decisão foi tomada com base em parecer de uma junta médica da Polícia Federal (PF), que avaliou o estado de saúde do ex-presidente

há um dia

Amanda Martins

Moraes nega transferência imediata de Bolsonaro para hospital após queda em cela da PF
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou a transferência imediata do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para o Hospital DF Star, em Brasília, após uma queda sofrida na madrugada desta terça-feira (6), que resultou em uma lesão na região da cabeça. A decisão foi tomada com base em parecer de uma junta médica da Polícia Federal (PF), que avaliou o estado de saúde do ex-presidente.

Segundo o portal Ric, a defesa de Bolsonaro havia solicitado a remoção imediata para a unidade hospitalar, alegando a necessidade de exames clínicos e de imagem, com acompanhamento da equipe médica particular e escolta policial, para preservar a integridade física do custodiado e evitar possíveis agravamentos. No entanto, segundo o laudo da PF, os ferimentos foram considerados leves e não houve identificação de necessidade de encaminhamento hospitalar de urgência.

Na decisão, Moraes destacou que não há justificativa para a remoção imediata, mas ressaltou que a defesa tem o direito de realizar exames médicos, desde que sejam previamente agendados e apresentem indicação específica e comprovada de necessidade, conforme orientação do médico particular do ex-presidente.

Mais cedo, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro usou as redes sociais para informar que o marido havia sofrido a queda durante a madrugada e afirmou que ele “não está bem” após o incidente. Posteriormente, Bolsonaro foi encaminhado para avaliação no Hospital DF Star, onde foi constatado um traumatismo craniano leve.

Preso desde 25 de novembro na Superintendência da Polícia Federal, Jair Bolsonaro foi condenado pelo STF a 27 anos e três meses de prisão por participação na trama golpista relacionada às eleições presidenciais de 2026. No fim de dezembro, ele havia retornado ao local de custódia após passar por uma cirurgia de hérnia inguinal bilateral em um hospital de Brasília. Um pedido recente de prisão domiciliar apresentado pela defesa foi negado por Alexandre de Moraes na última quinta-feira (1º).

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