há 4 horas
Heryvelton Martins

Um caso de suposto erro médico mobiliza as autoridades de saúde e a Polícia Civil no interior de São Paulo. Uma mulher de 29 anos, atropelada na noite de domingo (18), teve o óbito atestado por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas foi reanimada minutos depois por um médico da concessionária que administra a rodovia. O episódio ocorreu na Rodovia Comandante João Ribeiro de Barros (SP-294), em Bauru.
Segundo o boletim de ocorrência, a vítima tentava atravessar a pista quando um veículo a atingiu. A equipe do Samu chegou ao local e a médica responsável constatou a morte. O corpo chegou a ser coberto por uma manta térmica e a área foi isolada para o trabalho da perícia e remoção pelo Instituto Médico Legal (IML).
A reviravolta aconteceu quando o tráfego já estava bloqueado. Um médico socorrista da concessionária da rodovia notou que a mulher apresentava sinais de respiração. Ele iniciou imediatamente as manobras de reanimação e conseguiu estabilizar o quadro clínico da vítima ainda na pista. A mulher foi encaminhada ao Pronto-Socorro Central e, posteriormente, internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital de Base de Bauru, onde permanece em estado grave.
A Secretaria Municipal de Saúde de Bauru abriu sindicância para apurar a conduta da equipe. Como medida preventiva, a médica que assinou o atestado de óbito foi afastada das funções até a conclusão das investigações. A coordenação regional do Samu também instaurou uma corregedoria interna para verificar possíveis falhas no protocolo de atendimento.
O motorista do veículo permaneceu no local, prestou socorro e realizou o teste do bafômetro, que deu negativo. O caso foi registrado na Polícia Civil como lesão corporal culposa na direção de veículo automotor.