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Giovanni Cardoso

O dentista acusado pela pela Polícia Civil pelos crimes de estupro e estupro de vulnerável, em casos que teriam ocorrido quando as vítimas tinham menos de 14 anos, foi indiciado pela corporação nesta quarta-feira (11). Ele permanece preso desde o início de março no município de Teixeira Soares, na região dos Campos Gerais do Paraná.
As investigações apontam que os abusos ocorreram principalmente em uma chácara da família do suspeito, durante encontros familiares. As vítimas são parentes ou pessoas próximas à família, e relatos colhidos durante o inquérito indicam que o investigado buscava ficar sozinho com elas ou agir em situações em que não pudesse ser visto por terceiros. Ao todo, dez vítimas prestaram depoimento, incluindo uma que afirmou ter sofrido o primeiro abuso aos 7 anos de idade.
A análise do celular do suspeito faz parte das investigações e revelou mensagens enviadas a uma parente, nas quais ele pedia que ela tentasse impedir as vítimas de procurar a polícia. A parente recusou-se a intermediar qualquer contato.
O delegado responsável pelo caso destacou que os depoimentos apresentaram consistência e possibilitaram identificar um padrão de ação do investigado. “As vítimas narram diversos fatos, e uma delas foi vítima por várias vezes. A partir dessas oitivas, foi possível extrair o modus operandi e verificar coerência entre os relatos”, explicou ao g1.
Com a conclusão do inquérito, o processo foi encaminhado ao Ministério Público do Paraná, que terá prazo legal para avaliar se apresenta denúncia à Justiça. O suspeito já possui condenação anterior por importunação sexual contra uma paciente em Curitiba e responde a outro processo pelo mesmo tipo de crime.