Quinta-feira, 09 de Dezembro de 2021
foto: Clebert Gustavo

“É reflexo de um comportamento de risco da população”, afirma Manjabosco sobre o aumento de casos de COVID-19 em PG

23/09/2020 às 11:35

Na tarde de ontem (22), Ponta Grossa atingiu um novo recorde de casos positivos de coronavírus, com 113 novos infectados. Para o Dr. Rodrigo Manjabosco, secretário adjunto de Saúde de Ponta Grossa, esse aumento é reflexo de um comportamento de risco que a população vem apresentando nas últimas semanas.

Manjabosco afirma que o crescimento de casos aconteceu por conta das aglomerações registradas nos últimos feriados e por uma falsa sensação de que a pandemia já acabou. “É reflexo não só dos feriados, mas dessa onda que a população vem transmitindo que é a sensação de que a pandemia já acabou. As pessoas estão cansadas, mentalmente elas não aguentam mais esse isolamento, mas é importante a gente manter esses cuidados. Não usar máscara, não usar álcool em gel e se aglomerar é um comportamento de risco”, alerta. E ele ainda complementa: “Porque a pandemia ainda não acabou, ela vai estar aí por um bom tempo, então a gente precisa aprender a conviver com ela. Cada um tem que tomar o seu cuidado”, destaca.

O Secretário também explica que os decretos municipais continuam tendo validade, mas cada um é responsável pelo enfrentamento da pandemia de coronavírus. “Eu não me exponho, não porque existe um decreto, mas eu não me exponho porque eu não quero ficar doente”, finaliza.

Alta ocupação nos leitos de UTI do Hospital Universitário

Os leitos de UTI da ala COVID do Hospital Universitário estão apresentando altas taxas de ocupação na última semana. Entretanto, Dr. Rodrigo Manjabosco assegura que todas as pessoas que necessitem de leitos de UTI para o tratamento da COVID-19, terão o atendimento garantido nos hospitais da região. “O Estado, pela Central de Leitos do Estado, nos ofertou 50 vagas de UTI no Hospital do Rocio, em Campo Largo, além dos leitos que nós já temos em Telêmaco Borba e Guarapuava. Não existe, nesse momento, falta de leitos para tratamento de pacientes da COVID, pelo contrário, nós aumentamos essa capacidade nas últimas semanas. Então caso um paciente precise de internamento, está assegurado esse atendimento, nos leitos de UTI e clínicos da região”, declara.