Na manhã desta quinta-feira (28), dezenas de pessoas participaram de uma passeata entre as praças da Bíblia e da Matriz, em Reserva, em protesto contra a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) número 7796, atualmente em análise no Supremo Tribunal Federal (STF). A medida, se aprovada, pode pôr fim às escolas de educação especial em todo o país.
O ato foi organizado pela Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), que atua no município desde 1996 e mantém a Escola Mãos de Luz.
A atual presidente da instituição, Luciane Vieira, destacou o principal ponto de discordância em relação à proposta da Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down (FBASD), autora da ADI. “Somos contra essa medida porque acreditamos que os pais devem ter o direito de escolha. Se desejam seus filhos em escolas comuns ou em instituições especializadas, essa decisão precisa ser respeitada”, afirmou Luciane.
A manifestação contou com a presença de pais, alunos da Apae e de outras escolas e colégios da cidade, professores, diretores, representantes do Executivo e Legislativo, além de voluntários engajados na causa. A secretária de Educação, Ruth Eliane Faustin, que já presidiu a instituição no começo, também se posicionou. “Como educadores da rede regular da Secretaria de Educação, nós levamos nosso apoio às escolas especializadas. Nós somos contra o fechamento dessas unidades”, declarou Faustin ao microfone.
No final, os vereadores, Carlos Roberto Tosta [Carlos JJG] e Adriano da Silva Santos [Adriano Chaminézinho] também discursaram contra a ADI. A caminhada estava inicialmente prevista para o último dia 20, mas foi adiada devido à chuva. Servidores de outras secretarias, como Assistência Social e Saúde, também participaram do ato, assim como membros do CMDCA (Conselho Municipal dos Direitos da Criança e Adolescente).
Com informações da assessoria