Quinta-feira, 03 de Abril de 2025

Arqueóloga afirma que achou o local exato em que Jesus foi crucificado

As escavações começaram em 2022, durante a restauração do piso da basílica
2025-04-02 às 15:04
Reprodução/francesca.r.stasolla/Instagram

Escavações na Igreja do Santo Sepulcro em Jerusalém estão revelando vestígios de um jardim com oliveiras e videiras, com 2 mil anos, o que reforça relatos bíblicos sobre o local da crucificação de Jesus.

De acordo com informações do Metrópoles, a descoberta foi feita pela arqueóloga italiana Francesca Romana Stasolla, responsável pelas escavações na igreja. Em entrevista ao ‘The Israel Times’, ela compartilhou detalhes da pesquisa, que ainda não foi publicada. Stasolla, especialista em restauração de templos católicos, afirmou que a vegetação encontrada sob o piso da igreja corresponde à descrição bíblica do local da morte de Jesus, mencionada no Evangelho de João (19:41): “Ora, no lugar onde ele foi crucificado havia um jardim, e no jardim um sepulcro novo, em que ninguém ainda havia sido posto.”

Análises de solo revelaram restos de plantas e pólen compatíveis com cultivos da época da crucificação. O local, originalmente uma pedreira desativada, estava fora dos muros de Jerusalém no século I, conforme relatado nas escrituras.

Transformação do local
A área passou por várias mudanças ao longo dos séculos: de pedreira a cemitério e jardim, até ser reconhecida como o Calvário por Santa Helena no século IV. Durante as escavações, foram encontrados fragmentos de cerâmica e lamparinas a óleo, que ajudaram a entender a história do lugar. Também foi descoberta uma estrutura circular de mármore, possivelmente parte de um monumento ordenado pelo imperador Constantino I.

As escavações começaram em 2022, durante a restauração do piso da basílica. “A equipe trabalha por seções e pausa os trabalhos durante períodos de grande movimento de peregrinos, como na Páscoa. Ainda há áreas a serem exploradas”, explicou Stasolla. Mesmo com as limitações dos achados, ela acredita que os resultados reforçam a relação entre arqueologia e os textos cristãos, trazendo novas perspectivas sobre um dos locais mais sagrados do mundo.