Domingo, 19 de Maio de 2024

Empresário destaca a energia solar fotovoltaica como opção econômica e sustentável

2022-09-01 às 15:55

O programa Manhã Total, apresentado por João Barbiero, na Rádio Lagoa Dourada FM (105,9 para Ponta Grossa e região e 90,9 para Telêmaco Borba), recebeu nesta quinta (1º), o engenheiro eletricista Bruno Cavassani Schimicoski, empresário da Gerassol Energias Inteligentes, que trabalha com energia solar fotovoltaica.

Schimicoski destaca a energia solar fotovoltaica como mais do que um elemento de economia doméstica, mas como um investimento de retorno garantido na geração e aproveitamento de uma energia sustentável. “Hoje, atendemos a muitos clientes que estão buscando [a energia solar fotovoltaica] como forma de investimento. O solar veio, há um tempo atrás, como forma de economia, um fôlego na conta de luz”, cita.

Inicialmente, os projetos de energia solar eram procurados por aqueles que queriam reduzir os conflitos familiares gerados pelas reclamações sobre quem deixa a luz acesa, ou demora no banho, ou deixa a porta da geladeira aberta sem necessidade. A busca era meramente para reduzir a tarifa, pontua.

“Uma pessoa com energia solar em casa acaba pagando R$ 60 ou R$ 70 por mês, por 25 anos. Isso é garantia de equipamento, não é promessa de funcionamento”, assegura Schimicoski.

Os painéis de energia solar podem ser instalados em casas de qualquer tamanho, assim como podem ser aplicados em condomínios verticais. “Hoje, uma casa que gasta R$ 200 por mês já dá uma viabilidade econômica interessante para ele”, explica. Para os condomínios, o empresário menciona que a viabilidade desses projetos é muito interessante para reduzir a conta de consumo de energia nas áreas comuns, por exemplo.

Economia e retorno de investimento

“Enquanto vemos uma poupança entregando a uma pessoa física menos de 7% ao ano, o sistema [de energia] solar, com consumo de R$ 200, entrega de 18% a 20% de retorno ao ano”, compara.

Além disso, todos os bancos, financeiras e cooperativas possuem linhas exclusivas de financiamento para energia solar. “Não é a mesma coisa que ir lá buscar um crédito consignado. Hoje, um consignado de uma pessoa física, que tenha um relacionamento médio no banco, vai para acima de 2% ao mês. Um solar te dá 1,6%, 1,7%. Facilitou muita coisa, financia em até 84 vezes”, aponta.

Mesmo com a elevação da taxa de juros para cerca de 13,75%, o investimento “empata” com o custo que seria pagar uma tarifa de energia elétrica à concessionária. “Você praticamente empata: faz um investimento irrisório, em relação à conta de energia, para poder ter o solar. Quando acabar o financiamento, o projeto é seu”, afirma.

Imóveis comerciais

Schimicoski recomenda, também, o investimento em paineis solares para imóveis comerciais, que possuam tarifas mensais de energia de cerca de R$ 1 mil mensais. “Se você reduz para R$ 100, gera R$ 900 de economia, você praticamente paga seu projeto. E não tem só economia, aumenta a margem de lucro. Na hora que finalizar o pagamento, consegue ter uma prática de mercado mais agressiva. Quem não fizer vai perder para quem está fazendo hoje”, sugere.

E se faltar sol?

Questionado se a posição dos prédios em relação ao sol pode interferir na captação solar, o empresário frisa que, no projeto solar fotovoltaico, o que importa é a luz. “Não importa a temperatura. Na realidade, uma temperatura menor até ajuda o sistema a produzir mais. Ponta Grossa é um excelente lugar”, destaca. Mesmo num dia nublado, o painel produz até 20% de sua capacidade. Só há problema mesmo em local de sombra.

Schimicoski menciona que, no Nordeste, um dos grandes desafios na geração de energia solar é controlar o calor sobre os painéis. “Quanto mais tiver temperatura elevada, mais eu perco eficiência na geração, por conta dos componentes internos dos painéis”, justifica.

Durabilidade

No Brasil, a energia solar começou a ganhar mais evidência a partir de 2012. Em 2015, foi refeita uma resolução normativa que deu a possibilidade de usar o crédito e a rede da concessionária como bateria. “De 2015 para cá, há um crescimento anual acima de 200%”, diz.

Já ficou comprovado que a vida útil mínima desses painéis, instalados há pelo menos 10 anos em imóveis brasileiros, ultrapassa esse período. “Fora do Brasil, há histórico de 30 anos de funcionamento sem nenhum problema. Quando olhamos o dado do equipamento, ele tem uma expectativa de, pelo menos, 20 anos de vida útil”, menciona.

Custo

“Há quatro ou cinco anos, qualquer projeto de energia solar era R$ 30 mil, R$ 40 mil, e acabava ficando muito distante da maior parte da população brasileira. Hoje, para quem consome em torno de R$ 200 por mês, está girando em torno de R$ 9 mil a R$ 11 mil”, indica o empresário.

No financiamento, a parcela fica próximo ao valor que a pessoa consumia de energia elétrica. Depois disso, é como se o custo caísse a zero. “A menor garantia de placa é de, no mínimo, 25 anos e já há uma transição para estender essa garantia até 30 anos. Depois desses sete anos [de financiamento], você tem mais 18 a 20 anos de funcionamento de painel”, completa.

Por que investir?

Schimicoski observa que vimos de uma crise hídrica que não se observava, pelo menos, desde os anos 2000. “A agência reguladora determinou uma bandeira de escassez hídrica, que trouxe um aumento na conta de luz de quase 20%, só em bandeira. Essa bandeira desapareceu faz dois meses, quando foi determinado que a situação hídrica estava estabilizada e que não teríamos mais bandeira até o final do ano. Agora é bandeira verde. Por isso que o povo sentiu essa redução”, aponta.

Ele sugere que, por termos uma matriz energética baseada em hidrelétricas, é muito grande o risco de termos, no futuro, novas crises hídricas que podem elevar as tarifas de luz. “Quem tem energia solar não paga bandeira tarifária, é isento”, recomenda.

Segundo o empresário, vários municípios estão fazendo licitações para cobrir a iluminação pública das cidades. A taxa, que é cobrada na conta de luz, é dirigida ao município. “Imagine Ponta Grossa, faz um projeto para contemplar a iluminação pública geral. Daqui a cinco anos, quatro anos e meio, que deu o retorno do investimento para Ponta Grossa, a partir daquele momento, a arrecadação vira investimento na cidade”, supõe.

Saiba mais sobre a energia solar fotovoltaica no Instagram: @gerassolenergias.

Confira a íntegra da entrevista: