Quinta-feira, 07 de Julho de 2022

“A função da escola é ensinar e fazer com que aquele indivíduo tenha condições de mudar o seu contexto”, afirma chefe do Núcleo Regional de Educação de PG

22/06/2022 às 15:00
Luciana Sleutjes, chefe do Núcleo Regional de Educação de Ponta Grossa (NRE-PG). / Foto: Eduardo Vaz.

Em entrevista ao programa Manhã Total, apresentado por João Barbiero e Eduardo Vaz, na Rádio Lagoa Dourada FM (105.9 para Ponta Grossa e Campos Gerais e 90.9 em Telêmaco Borba), nesta quarta-feira (22), a chefe do Núcleo Regional de Educação de Ponta Grossa (NRE-PG), Luciana Sleutjes falou sobre a educação dos Campos Gerais.

Atualmente, o NRE possui mais de 100 escolas estaduais e cerca de 60 mil alunos, nos 11 municípios de abrangência. Para Luciana, “a educação é algo que liberta e transforma” e que, para isso, a participação da família na escola é essencial. “Escola e família, se andar separado, não funciona. Precisa ter essa comunhão e a família precisa respeitar a escola. O professor precisa ser respeitado, a instituição precisa ser respeitada. Acreditar na escola que o seu filho está. A função da escola é ensinar e fazer com que aquele indivíduo possa ter condições de mudar o seu contexto. A partir do momento que a escola não consegue transformar o contexto social do estudante, ela não tem função”, diz.

Ela ainda destaca. “A criança sai de uma condição difícil de vida, de pobreza, violência e a escola tem obrigação de transformar esse contexto através do conhecimento, do acolhimento, da parceria, dos encaminhamentos e também da família”, pontua.

Ferramentas educacionais

A chefe do Núcleo Regional afirma que, atualmente, os colégios possuem novas ferramentas que beneficiam o processo de aprendizagem e trazem mais agilidade ao trabalho de diretores, pedagogos e professores. “Toda essa política educacional aplicada neste governo, trouxe para dentro da escola ferramentas que não temos nem na escola particular. Hoje o gestor tem condições de avaliar toda a sua escola através de uma ferramenta que tem a frequência de todos os alunos, qual dia ele mais falta, e em tempo real. Posso abrir a ferramenta, ver toda a escola e saber o que preciso trabalhar mais efetivamente e com quais turmas. Isso traz agilidade para a educação, não preciso ficar pensando onde está o problema da escola, isso é um ponto para transformar a gestão escolar”, explica.

Além disso, os alunos têm acesso a uma plataforma de redação, onde o estudante escreve o texto e a correção é realizada digitalmente pela própria ferramenta, e uma plataforma de inglês, que possibilita que o curso completo dao idioma seja registrado no histórico escolar do aluno.

Luciana também explica que o governo realiza formação continuada dos professores “onde são atribuídas metodologias ativas, ferramentas educacionais para ele pegar todo o conhecimento que ele tem e levar para dentro da sala de aula de uma outra forma, de forma mais atrativa e que o aluno consiga aprender mais”, pontua.

Outra novidade é o programa ‘Bem Cuidar’, que já está em execução, inclusive no Núcleo de Ponta Grossa, segundo Luciana Sleutjes. “É realizado o cadastro na plataforma e os profissionais têm atendimento médico online com psiquiatras e psicólogos para cuidar do nosso servidor, com perspectiva para avançar também com os estudantes”, diz.

Necessidade de novas escolas

Luciana Sleutjes afirma que Ponta Grossa cresceu nos últimos anos e há a necessidade de novas escolas estaduais para atender a população. “Precisamos pensar futuramente para Ponta Grossa ampliar salas, construir escolas. A dificuldade da construção no meio público, a burocracia é muito maior”, explica.

Ela ainda completa. “Temos no Gralha Azul, uma já sinalizada, que é a ‘Escola do Futuro’. É uma escola modelo, com 22 salas de aula, para mais de 2 mil alunos, do Ensino Fundamental ao Médio, com Técnico. É para ser uma escola referência”, diz. “No Costa Rica tem um terreno que nós negociamos. Estamos negociando a doação de um terreno lá na Colônia Dona Luiza, para futuramente também termos uma escola lá. E agora, precisamos de um terreno em Uvaranas para mais uma escola”, explica.

“Tudo é a Prefeitura que doa para o Estado, a gente negocia dessa forma, e entramos com a solicitação do pedido. […] A Prefeitura é muito parceira. Temos uma relação muito boa com os 11 municípios e secretarias municipais, fazemos um trabalho em conjunto, porque o aluno do município será nosso aluno, isso faz a diferença no trabalho educacional, não transfere responsabilidades”, completa.

Além disso, Luciana Sleutjes afirma que já está prevista, no orçamento para 2023, a ampliação de cinco salas de aula no Colégio Estadual Eugênio Malanski, para que o Ensino Médio seja oferecido no período diurno, e não somente no noturno, como ocorre atualmente.

Confira a entrevista completa: