Sábado, 13 de Abril de 2024

Em 40 anos de atuação, Epesmel atendeu mais de 50 mil crianças e adolescentes

2020-10-05 às 17:30

Dar aos jovens londrinenses a oportunidade de um futuro digno. Esse é o principal objetivo da Escola Profissional e Social do Menor de Londrina (Epesmel). Em 40 anos de atuação, a instituição já atendeu mais de 50 mil crianças e adolescentes, entre sete e 18 anos. Ela foi criada e é mantida até hoje pela congregação religiosa Josefinos de Murialdo, ligada à Igreja Católica.

O diretor-presidente da Epesmel, Padre Esvildo Pelucchi, conta que a instituição foi criada nos anos 1970 com a intenção de ajudar as crianças que viviam na rua. “Nessa época, surgiu a ideia de criar um local onde elas pudessem ter uma formação humana, cristã e profissional para ganhar a vida no futuro”, relata. A inspiração veio da Escola Artesanal São Judas Tadeu, localizada em São José do Rio Preto (SP). 

De acordo com Pelucchi, a Epesmel nasceu com o propósito de ser uma escola profissionalizante e oferecia cursos de marceneiro, sapateiro, serralheiro, corte e costura, entre outros. Com a mudança da legislação nos anos 2000, os adolescentes foram proibidos de trabalhar com maquinário e só puderam ingressar nas empresas através do programa Menor Aprendiz. “Nós continuamos a fazer um trabalho com fortalecimento de vínculos, atividades de reforço escolar e capacidade de socialização para as crianças menores; os adolescentes são encaminhados para o programa Menor Aprendiz e são inseridos no mercado de trabalho”, explica.  

Zona Azul como principal fonte de recursos

A Epesmel administra as vagas de estacionamento rotativo em Londrina desde 1.981 e, atualmente, cerca de 50% dos valores investidos na entidade são provenientes da Zona Azul, como é conhecido o sistema. “Os recursos que são angariados no estacionamento rotativo são aplicados na entidade assistencial, ou seja, retornam para o município na forma de trabalho social”, reforça Wellington Marcatti, coordenador administrativo da Zona Azul. 

Embora a Epesmel possua outras formas de financiamento – como convênios com a Prefeitura Municipal, Governo do Estado, promoções e doações – são os valores obtidos com a Zona Azul que garante o atendimento a cerca de 1.500 crianças e adolescentes. “O recurso da Zona Azul é essencial para nós mantermos esse número. Se faltar esse recurso, automaticamente, a nossa capacidade de atendimento vai diminuir pela metade”, afirma Pelucchi.

Uma missão de vida

Para Pelucchi, os números e a capacidade de atendimento colocam a Epesmel como uma das maiores entidades assistenciais de Londrina. “É uma forma de colaborar com toda uma situação de pessoas que têm dificuldade para formação dos próprios filhos e, muitas vezes, até para o sustento”, frisa 

Ele acrescenta que a Epesmel se preocupa em prestar contas para a sociedade e mantém um portal da transparência onde é possível acompanhar como os valores arrecadados estão sendo utilizados. Pelucchi relata que, apesar das dificuldades financeiras provenientes da pandemia de COVID-19, a entidade se mantém firme no propósito de mudar a vida das pessoas. “Vamos continuar colaborando com quem mais precisa. O nosso esforço e a nossa missão é trabalhar para que a juventude possa ter um futuro promissor ou, pelo menos, esperançoso através da capacidade de sustento e trabalho”, garante.