Um servidor da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG) foi afastado de suas funções após interromper um evento oficial da instituição. A decisão foi tomada pela reitoria da universidade, que considerou o ato do funcionário como incompatível com os princípios administrativos e éticos previstos no estatuto da instituição.
O caso ocorreu durante um evento acadêmico, cuja realização estava alinhada com o calendário oficial da UEPG. Segundo fontes internas, o servidor teria agido de forma a prejudicar o andamento das atividades, causando constrangimento aos participantes e comprometendo a imagem da universidade. A reitoria informou que a medida de afastamento foi adotada para garantir a apuração dos fatos e preservar o ambiente institucional.
De acordo com o Estatuto da UEPG, situações que envolvem condutas inadequadas de servidores podem resultar em afastamento temporário ou definitivo, dependendo da gravidade do caso e das investigações realizadas pelos conselhos superiores. O servidor afastado terá direito à ampla defesa durante o processo administrativo.
O Centro Acadêmico João do Rio (Cajor), representante dos estudantes de Jornalismo da UEPG, repudiou o ocorrido em nota oficial. A entidade destacou que não aceita práticas que humilhem ou propaguem misoginia e mansplaining, reafirmando solidariedade às pessoas atingidas pelo episódio. O Cajor também cobrou providências institucionais para evitar que situações semelhantes se repitam.
Outro posicionamento veio do Centro Acadêmico de Ciências Sociais (CACS), que expressou apoio ao Cajor e às acadêmicas e docentes que se sentiram desrespeitadas. Ambas as entidades solicitaram que medidas sejam tomadas para garantir um ambiente universitário seguro e respeitoso.