há 2 horas
Amanda Martins

O início de temporada do Operário-PR tem sido frustrante e muito distante do que se esperava após a conquista do título estadual. Sob o comando do técnico Alex, o Fantasma amarga a lanterna do Grupo B do Campeonato Paranaense, com apenas um ponto conquistado e três jogos sem vitória, desempenho que escancara a má fase vivida pelo clube.
O cenário é alarmante e coloca o Operário sob forte pressão. A equipe precisa vencer os três jogos restantes da primeira fase para sonhar com uma vaga no mata-mata e, ao mesmo tempo, afastar o risco real de rebaixamento — possibilidade que soa ainda mais grave para um time que levantou o troféu estadual há apenas um ano.
Mesmo após a derrota por 2 a 0 para o Athletico, a avaliação interna foi de que o time teve volume de jogo, mas voltou a esbarrar em um problema recorrente: a falta de eficácia. O discurso, no entanto, pouco ameniza o resultado negativo. O Fantasma criou pouco, não aproveitou as chances que teve e voltou a sofrer com desatenções defensivas, fatores que têm se repetido rodada após rodada.
O próprio técnico Alex reconheceu o peso da situação e admitiu que o momento vivido é “muito ruim”. Apesar de citar a falta de tempo para ajustes e o estágio inicial do trabalho, o treinador deixou claro que as justificativas já não são suficientes diante da sequência de resultados negativos. A cobrança agora é por vitórias, independentemente de desempenho, entrosamento ou condição física.
Lanterna entre os seis times do Grupo B, o Operário chega à quarta rodada pressionado e sem margem para erros. O confronto contra o São Joseense, marcado para domingo, às 18h30 (de Brasília), na Vila Capanema, em Curitiba, ganha contornos de decisão. Um novo tropeço pode aprofundar ainda mais a crise e comprometer seriamente o futuro do Fantasma no Campeonato Paranaense.