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Análise: Operário cresce na hora certa e transforma irregularidade em protagonismo

Após início turbulento e troca no comando técnico, equipe encontra equilíbrio no mata-mata e mostra força emocional para chegar à decisão

há 2 horas

Amanda Martins

Análise: Operário cresce na hora certa e transforma irregularidade em protagonismo
Foto: André Jonsson / OFEC
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A presença do Operário Ferroviário na final do Campeonato Paranaense 2026 não pode ser analisada apenas como uma classificação heroica. Ela é, sobretudo, o retrato de um campeonato em que o regulamento, a capacidade de reação e a eficiência em momentos-chave pesaram mais do que a regularidade.

O início do Fantasma foi preocupante. Quatro jogos sem vencer, três derrotas e um empate, expuseram fragilidades técnicas e emocionais. A demissão do técnico Alex foi consequência direta de um time desorganizado e sem respostas. A equipe flertou com a zona de rebaixamento e demonstrou que, naquele momento, estava distante de qualquer protagonismo.

A virada começou menos por brilho e mais por sobrevivência. Com o interino Schumacher, veio a única vitória da primeira fase, sobre o Cascavel. Sob o comando de Luizinho Lopes, que estreou empatando com o Foz do Iguaçu, o Operário avançou às quartas de final com apenas cinco pontos, na quarta colocação do Grupo B. Um desempenho que, em termos de pontuação, superou apenas os rebaixados Andraus e Galo Maringá, e ficou abaixo de equipes que também brigaram contra o descenso no Grupo A.

Se a campanha inicial foi modesta, o mata-mata revelou outra faceta. O Operário eliminou o Azuriz com duas vitórias por 2 a 0, demonstrando organização defensiva e objetividade ofensiva. Luizinho Lopes encontrou rapidamente um encaixe, simplificou o modelo de jogo e fortaleceu a competitividade da equipe.

O grande teste, no entanto, foi contra o Coritiba. Diante de um adversário de Série A, o Fantasma mostrou resiliência. No primeiro duelo, buscou o empate após sair perdendo por 2 a 0. Na volta, no Couto Pereira, esteve duas vezes à frente, com gols de Léo Gaúcho e Aylon, sofreu o empate no fim, mas foi cirúrgico nos pênaltis. A defesa do goleiro Vágner simboliza uma equipe que aprendeu a sofrer e a decidir sob pressão.

A classificação, portanto, não é fruto de supremacia técnica ao longo do campeonato, mas de crescimento competitivo e eficiência nos momentos decisivos. O Operário transformou um cenário de desconfiança em oportunidade, mostrando que, em torneios de tiro curto, a consistência no mata-mata pode compensar uma fase inicial irregular.

Agora, contra o Londrina, o desafio será diferente. A pergunta que fica é se o Fantasma consolidou de fato um padrão competitivo ou se sua trajetória até aqui foi sustentada pela força circunstancial do momento. Independentemente da resposta, a campanha já evidencia um ponto central: no futebol paranaense de 2026, o Operário soube jogar com o regulamento, com o tempo e, sobretudo, com a própria reconstrução.

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