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Esporte

Análise: Operário transforma reação em bicampeonato histórico

Campanha marcada por crise, troca de comando e superação termina com título histórico conquistado fora de casa após disputa de pênaltis

há 3 horas

Amanda Martins

Análise: Operário transforma reação em bicampeonato histórico
Foto: André Jonsson / OFEC
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O Operário Ferroviário alcançou um marco inédito ao conquistar o bicampeonato consecutivo do Campeonato Paranaense. A taça veio após empate sem gols no tempo normal e vitória por 4 a 3 nos pênaltis sobre o Londrina Esporte Clube, no Estádio do Café. Mais do que o resultado da final, o título resume uma trajetória de virada dentro da competição. O Fantasma transformou um início preocupante em uma campanha marcada por reação, organização e maturidade nos momentos decisivos.

O cenário no começo do estadual era distante da conquista. A equipe teve desempenho irregular e chegou a flertar com a zona do mata-mata do rebaixamento, situação que culminou na demissão do técnico Alex. A chegada de Luizinho Lopes representou uma mudança de rota. O treinador assumiu na última rodada da primeira fase e conseguiu reorganizar o time em pouco tempo. A partir dali, o Operário passou a mostrar maior consistência e confiança para enfrentar as fases eliminatórias.

O bicampeonato também reforça a estabilidade administrativa construída pelo clube desde 2014. O projeto liderado pelo presidente Álvaro Góes, com Bruno Batata como gerente de futebol e Ovande Cordeiro Bueno Júnior como diretor, consolidou uma sequência de conquistas. Nesse período, o Operário levantou os troféus da Série D do Campeonato Brasileiro em 2017, da Série C em 2018 e do Paranaense em 2015, 2025 e 2026. O modelo de gestão, aliado a decisões esportivas pontuais, tem mantido o clube competitivo no cenário estadual e nacional.

Dentro de campo, a campanha também foi marcada por episódios de superação. A classificação na semifinal contra o Coritiba, decidida nos pênaltis, foi um dos momentos mais simbólicos. O resultado mostrou um elenco capaz de lidar com pressão e jogos equilibrados. Essa maturidade ficou evidente na decisão contra o Londrina, quando o Operário manteve postura segura mesmo atuando fora de casa e diante de um adversário que cresceu na etapa final.

Na final, a equipe Alvinegra de Vila Oficinas controlou as ações no primeiro tempo, com maior posse de bola e participação ativa do meia Boschilia nas tentativas de finalização. O ritmo caiu na etapa complementar, muito em função da reação do Londrina, mas o Operário soube administrar o jogo.

A disputa de pênaltis acabou simbolizando a campanha alvinegra: resistência, precisão e um herói improvável. O goleiro Vágner defendeu duas cobranças e abriu caminho para o chute decisivo de Gabriel Feliciano. Agora, após o estadual, o Fantasma volta a atenção para a Copa do Brasil e para a disputa da Campeonato Brasileiro Série B, mantendo vivo o objetivo de alcançar, no futuro, o acesso à elite nacional.

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