O goleiro Simão Verza Bertelli atualmente defende as cores do AVS Futebol SAD, clube da Liga Portugal 2 SABSEG, equivalente à segunda divisão do futebol português. Atualmente, o clube se encontra na terceira posição da tabela, com 31 partidas disputadas, e briga por uma das duas vagas de acesso para a Primeira Liga, que é equivalente à primeira divisão do país.
O atleta teve passagens por clubes do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Rio Grande do Norte, no Brasil, além de ter feito história com a camisa do Operário Ferroviário Esporte Clube. Com a camisa do Fantasma, o guarda-redes conquistou os títulos da Taça FPF em 2016, da Série D do Campeonato Brasileiro de 2017, da Série C do Campeonato Brasileiro de 2018 e da 2ª divisão do Campeonato Paranaense em 2018.
Em entrevista exclusiva para o portal D’Ponta News, o goleiro, que está com 30 anos de idade, ressaltou que mantém vivo o sonho de voltar a vestir a camisa do Operário Ferroviário.
Confira os principais pontos da entrevista:
O projeto do seu clube atual é novo. Você poderia nos contar um pouco sobre como nasceu o AVS Futebol SAD?
“O UD Vilafranquense SAD era um clube antigo de Vila Franca de Xira e acabou decretando falência há alguns anos. O clube havia voltado para a última divisão do campeonato e um investidor decidiu comprá-lo com a vaga na Liga Portugal 2. Fundado no dia 5 de maio de 2023, o clube passou a se chamar AVS Futebol SAD e mudou a sua sede para a Vila das Aves”, afirma.
Vocês se encontram na reta final da Liga Portugal 2. O principal objetivo do clube é estar na elite do futebol português na próxima temporada?
“Sim, o projeto do clube é conquistar o acesso para a Primeira Liga neste primeiro ano e estamos lutando por esse objetivo. Os dois primeiros colocados conquistam esse acesso de forma direta e o terceiro colocado disputa um playoff contra o 16º colocado da Primeira Liga. Meu treinador é o Jorge Costa, um dos maiores ídolos da história do [Futebol Clube do] Porto, e o clube está em um momento bom, porque o projeto realmente é muito bom”, ressalta.
O AVS tem uma perspectiva de disputar torneios continentais da Europa no futuro?
“O projeto do clube é de que, em um período de 3 a 4 anos, dispute a Conference League ou até mesmo a Europa League. O objetivo é estruturar o clube para que ele não saia mais da Primeira Liga”, assegura.
Você ainda está buscando espaço neste novo clube?
“Eu estava jogando no ABC [Futebol Clube], mas eu acabei vindo para o AVS porque o projeto me chamou a atenção. Como eu cheguei na metade do campeonato, acabei jogando apenas duas partidas dele e atuei com mais frequência nas Taças [Copas]. Aqui existe muito essa divisão de um goleiro para disputar o campeonato e outro para as competições em formato de copa. O goleiro que começou o campeonato também está muito bem e o importante para nós é que consigamos subir de divisão”, afirma.
Você possui uma identificação forte com o Operário, devido a tudo que conquistou aqui em Ponta Grossa. O que significa o Fantasma para você?
“Significa a minha vida, porque o meu nome sempre é relacionado ao Operário. É o clube que eu amo, tenho carinho, gratidão e o sonho de um dia voltar e participar do elenco que possa colocá-lo na elite do futebol brasileiro. Eu acreditava que isso poderia ter acontecido em 2022 e infelizmente foi ao contrário”, relembra.
O que deu errado em 2022, no Fantasma?
“Foi um erro de planejamento que a própria direção sabe. Você nunca teve um diretor de futebol que veio de fora e naquele ano trouxeram”, pondera.
O que significou o Operário para a sua trajetória como profissional?
“Eu tenho uma gratidão enorme pelo clube, porque o goleiro que eu me tornei passou muito pelo Operário. As coisas que eu conquistei passam muito pelo trabalho que realizei lá, então eu passei por momentos bons e ruins que fizeram parte dessa evolução”, assegura.
Qual é a sua relação com a torcida do Fantasma?
“Eu tenho um carinho muito grande pelo torcedor do Operário, apesar de ter muitos momentos bons e alguns ruins dentro do clube. Em alguns momentos confundiram algumas coisas, como se eu estivesse brabo por não estar jogando no ano que o Vanderlei estava lá. Mas a realidade é que eu estava chateado porque estava percebendo que cairíamos de divisão”, relembra.
Qual é a diferença da relação que você construiu com a torcida do Operário para a que construiu em outros clubes que passou?
“Eu sempre me dediquei muito e construí uma história muito bonita no Operário. Disputei mais de 140 jogos e conquistei quatro títulos importantes com essa camisa. Nos momentos decisivos desses campeonatos, eu sempre tive uma colaboração muito grande. Eu sempre fui muito identificado com o clube e com a torcida, então eu gostava de jogar no Estádio Germano Krüger. A sensação de jogar lá é algo que eu não senti em outros clubes e estádios”, finaliza.