há 2 horas
Amanda Martins

Herói da classificação do Sport Club Corinthians Paulista à semifinal do Campeonato Paulista, o goleiro Hugo Souza utilizou as redes sociais nesta segunda-feira (23) para repudiar os ataques racistas sofridos após a partida contra a Associação Portuguesa de Desportos. O jogador classificou o episódio como criminoso e cobrou rigor na apuração dos fatos.
Em nota publicada no Instagram, o camisa 1 afirmou que o ato ultrapassa os limites esportivos e atinge princípios fundamentais de respeito, dignidade e igualdade. “O racismo é crime e precisa ser tratado com a seriedade que exige. Episódios como esse não podem ser relativizados, naturalizados ou ignorados”, escreveu o atleta, destacando que a prática ainda é realidade enfrentada por pessoas pretas dentro e fora do esporte.
Hugo Souza também reforçou o compromisso com a luta por uma sociedade mais justa e consciente, além de defender que o futebol deve ser espaço de união, e não de discriminação. O goleiro pediu que o caso seja apurado com rigor na esfera jurídica e que medidas exemplares sejam tomadas contra os responsáveis.
O episódio ocorreu após o duelo pelas quartas de final do Estadual, no Estádio do Canindé. Dentro de campo, Hugo foi decisivo ao defender três pênaltis, um no tempo normal e dois na disputa final, garantindo a classificação do Corinthians após empate por 1 a 1 no tempo regulamentar.
Ao deixar o gramado, porém, o atleta foi alvo de ofensas racistas e classistas registradas em vídeos nas redes sociais. O caso repercutiu nacionalmente, e tanto Corinthians quanto Portuguesa se manifestaram em apoio ao goleiro. A Federação Paulista de Futebol informou que espera a identificação dos envolvidos para que as providências cabíveis sejam adotadas.
Confira a nota oficial do atleta, compartilhada no Instagram pessoal do goleiro:
“Na noite de domingo (22), após a partida contra a Portuguesa, fui alvo de um ato de racismo na saída do estádio. Trata-se de uma situação grave, que ultrapassa qualquer limite esportivo e atinge princípios fundamentais de respeito, dignidade e igualdade.
O racismo é crime e precisa ser tratado com a seriedade que exige. Episódios como esse não podem ser relativizados, naturalizados ou ignorados. Infelizmente, essa ainda é uma realidade enfrentada por muitas pessoas pretas diariamente, dentro e fora do esporte.
Repudio de forma veemente qualquer manifestação preconceituosa e reforço meu compromisso com a luta por uma sociedade mais justa e consciente. O futebol deve ser um espaço de paixão, competição e união, nunca de discriminação. Espero que o caso seja apurado com rigor na esfera jurídica e que medidas exemplares sejam tomadas. O combate ao racismo é uma responsabilidade de todos.”