há 2 horas
Amanda Martins

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quinta-feira (26), que a Copa do Mundo de Futebol Feminino de 2027 deve representar uma oportunidade para o país superar o que classificou como “vexame” na Copa do Mundo FIFA de 2014. Segundo o Metrópoles, a declaração foi feita durante a cerimônia oficial do Tour da Taça da Copa do Mundo FIFA de 2026, realizada no Palácio do Planalto, em Brasília.
Ao relembrar a derrota por 7 a 1 para a Alemanha na semifinal do Mundial de 2014, Lula afirmou que o resultado não deve ser atribuído exclusivamente aos jogadores. Segundo ele, o contexto político e social vivido pelo país naquele período contribuiu para o desfecho negativo. “Nós temos que nos redimir com o que aconteceu em 2014, foi um vexame. E não foi um vexame dos jogadores. O Brasil vivia um momento muito delicado, muito irritante e nervoso”, declarou.
O presidente também mencionou as denúncias e investigações envolvendo obras de estádios e infraestrutura durante a preparação para o torneio. Ele afirmou que o Tribunal de Contas da União concluiu que não houve corrupção nos estádios construídos para o Mundial, apesar das suspeitas que circularam à época. Lula disse que o ambiente de tensão e as acusações impactaram o clima no país, refletindo inclusive no desempenho da seleção.
Durante o discurso, o presidente defendeu que o Mundial feminino de 2027 seja marcado por um ambiente positivo e de valorização do esporte. Ele afirmou que o Brasil vive atualmente um cenário mais favorável do ponto de vista econômico e social, o que, segundo ele, contribui para um clima mais adequado à realização de um evento esportivo de grande porte.
Lula também criticou as vaias direcionadas à ex-presidente Dilma Rousseff durante a abertura da Copa de 2014, classificando o episódio como um desrespeito em um momento que deveria ser de celebração nacional. O presidente destacou a importância de o país valorizar o futebol feminino e transformar a Copa de 2027 em um evento histórico para o esporte brasileiro.