há 4 horas
Amanda Martins

A Federação Paulista de Futebol (FPF) se manifestou sobre o caso de assédio sofrido pela médica Bianca Francelino durante a partida entre Comercial de Ribeirão Preto e Nacional Atlético Clube, realizada no último sábado (7), véspera do Dia Internacional da Mulher. O confronto foi válido pela Série A4 do Campeonato Paulista.
Segundo a federação, torcedores do Comercial dirigiram comentários e gestos de cunho sexual à médica da equipe visitante durante o jogo. Ao ser informada do ocorrido, a árbitra Ana Caroline Carvalho acionou o protocolo previsto no Tratado pela Diversidade e Contra a Intolerância no Futebol Paulista, determinando a paralisação da partida para que a situação fosse avaliada.
De acordo com relatos era a primeira vez que a médica trabalhava em uma partida de futebol e que tentou evitar a situação, mesmo diante do constrangimento. O caso gerou discussão próximo ao alambrado do Estádio Francisco de Palma Travassos, em Ribeirão Preto, e policiais militares foram acionados para conter a confusão.
Após a paralisação, a arbitragem perguntou à médica se ela tinha condições de continuar na partida. O torcedor não foi retirado imediatamente do estádio e outros presentes também passaram a fazer comentários ofensivos na arquibancada.
Em nota, a Federação Paulista de Futebol repudiou o episódio e informou que o caso será encaminhado às autoridades competentes para identificação e punição dos responsáveis. A entidade ressaltou que o futebol paulista “não é palco para assédio, preconceito ou qualquer tipo de discriminação”.
O Nacional Atlético Clube também divulgou nota classificando o episódio como lamentável e manifestando apoio à médica. Apesar da situação, Bianca afirmou que o caso não afetará sua decisão de seguir trabalhando no futebol e reforçou que pretende continuar atuando na área esportiva.
Confira a nota completa
A Federação Paulista de Futebol vem a público repudiar mais um lamentável episódio de assédio, desta vez de torcedores do Comercial à médica do Nacional, em partida válida pelo Paulistão A4 Rivalo, neste sábado.
Informada do assédio, a árbitra do jogo, Ana Caroline Carvalho, acionou o protocolo previsto no Tratado pela Diversidade e Contra a Intolerância no Futebol Paulista, paralisando a partida. A equipe da FPF na partida ofereceu todo apoio à médica vítima do assédio.
A FPF enviará o caso às autoridades competentes, para que os responsáveis pelo ato criminoso sejam identificados e punidos de forma rigorosa.
O Futebol Paulista não é palco para assédio, preconceito ou qualquer tipo de discriminação e importunação. Seguiremos atentos para coibir que situações como essa se repitam.