há 2 horas
Edilson Kernicki

Com exclusividade ao portal D'Ponta News e ao programa Ponto de Vista, apresentado por João Barbiero, na Rede T de Rádios, na manhã deste sábado (28), o presidente do Operário Ferroviário Esporte Clube (OFEC), Álvaro Góes, destacou as expectativas do clube em relação ao primeiro jogo da final do Paranaense 2026. Operário e Londrina se enfrentam neste sábado (28), a partir das 16h, no Germano Krüger, em Ponta Grossa.
"Estava um pouco tranquilo, ontem. Jantamos com os jogadores, com as esposas dos jogadores, as famílias, as crianças. Hoje, confesso que estou um pouco apreensivo. É normal. Acho que, nesse momento, o presidente tem que dar tranquilidade ao nosso grupo, ao nosso elenco. Espero que as coisas saiam todas dentro dos conformes, que não haja confusão, nem brigas. Que haja um espetáculo! Se Deus quiser, é o que veremos hoje no Germano Krüger", comentou.
Góes não arrisca palpites sobre o placar. "Quero que meu time faça um bom jogo. A gente vem numa crescente. Quando começou o campeonato, em quatro jogos, empatamos um e perdemos três. Espero que, nesse momento, continue a crescente que vem vindo. O time vem jogando bem, fez bom resultado contra o Azuriz, duas vitórias, uma aqui outra para lá. Contra o Coritiba, foi buscar o resultado quando estava perdendo e, em Curitiba, foi de igual para igual. Quero que meu time cresça cada vez mais, que aí os resultados vêm!", opina.
Segurança reforçada
O aparato de segurança foi reforçado para garantir a convivência sadia entre as torcidas e que a final transcorra de forma tranquila e dentro do espírito esportivo. "Conversamos com a Polícia Militar, com as autarquias, os Bombeiros, trocamos ideias, fizemos reuniões durante a semana. Está tudo organizado para que as coisas ocorram de forma normal. Vamos torcer, é isso que eu quero. Vamos ao Germano Krüger torcer. Sejamos o 12º jogador do time. Nada de confusão, nada de brigas, precisamos só torcer", recomenda aos torcedores do Fantasma. "Espero que isso aconteça, para mostrarmos que nossa cidade é uma cidade acolhedora, que temos respeito pelos outros", complementa.
Decisão do interior
Nas semifinais, Operário e Londrina desbancaram, respectivamente, Coritiba e Athletico para a disputa de 3º e 4º lugares. Para o presidente do OFEC, a final do campeonato estadual entre dois clubes do interior representa a evolução dos times de fora das capitais. "Não é só o Londrina e o Operário. O próprio Maringá também vem se estruturando para isso, vai disputar a Série C [do Brasileirão], está disputando Copa do Brasil. Cianorte, Cascavel, o próprio São Joseense. Os times vêm crescendo. É a descentralização do futebol nas capitais. Isso é muito importante. É bom para o futebol, é bom para o país, para o estado, para nossas cidades. Espero que isso venha acontecendo cada vez mais e que a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) possa dar força a esses times, porque é uma luta de Sansão contra Golias", analisa.
Na visão de Góes, concorrer com times da capital não é fácil, pela diferença de capacidade financeira, por exemplo. "A gente vem por fora, comendo pelas beiradas e fazendo um bom trabalho. Isso é importante. Não adianta querer crescer se não tiver uma boa administração. Não falo pelo Operário, falo pelos outros clubes. Você tem que ter uma boa administração, saber usar seu dinheiro, pagar em dia, senão, não consegue montar time, nem chegar a lugar nenhum", frisa.
O presidente do Operário compara futebol à Fórmula 1: "Quem tem mais dinheiro anda na frente". Mesmo assim, ele acredita que depende também de uma boa administração, porque um grande montante, sozinho, não é garantia de nada.
Outros resultados
O presidente do clube comenta a expectativa pelos resultados do Operário em outros campeonatos, como é o caso da Copa do Brasil. Na quarta (4), disputa a segunda rodada, contra o Betim (MG). "Logo, começa o Campeonato Brasileiro e temos o objetivo, esse ano, de subir à Série A. Então, espero que possamos fazer um bom jogo hoje, dar um bom espetáculo no Germano Krüger, para deixar o torcedor tranquilo", conclui.