Quinta-feira, 07 de Julho de 2022

Ações de desrespeito à jornada de trabalho cresceram nos últimos meses, afirma advogado Dr. Recieri Zenardi

22/06/2022 às 12:33
Foto: Eduardo Vaz.

Em entrevista ao programa Manhã Total, apresentado por João Barbiero e Eduardo Vaz, na Rádio Lagoa Dourada FM (105.9 para Ponta Grossa e Campos Gerais e 90.9 em Telêmaco Borba), nesta quarta-feira (22), o advogado trabalhista, cível e empresarial, Dr. Recieri Zenardi fala sobre a relação do empregado e empregador com relação a jornadas de trabalho.

O advogado afirma que muitas empresas aderiram ao home office durante a pandemia e com isso houve uma quebra de barreira nas relações de empregados e empregadores. “Às 21h o patrão mandava mensagem pedindo relatórios. Se tornou muito comum essa situação. Nosso legislativo federal tem deixado a desejar, porque não há um posicionamento deles a cerca disso”, diz.

Segundo advogado, nos últimos meses, no chamado ‘pós-pandemia’, houve um aumento no número de ações trabalhistas relacionadas ao desrespeito da jornada de trabalho. “O que temos de situação de home office é o atropelamento da jornada de trabalho. O chefe manda mensagem às 7h e às 23h continua mandando mensagem. Não tem aquele respeito entre as jornadas de um dia para o outro, que precisa ser de 11 horas no mínimo para jornadas de 8 horas”, pontua.

Dr. Recieri ainda relata que é necessário ter empatia de ambos os lados, tanto do empregado, quanto do empregador. “Tenho recebido muitas consultas, nos últimos três meses, de patrão que não pagou férias e o funcionário queria entrar com ação. Nesse sentido, não tem tido uma tolerância, a gente sabe que estamos passando por uma crise gigantesca no Brasil e não está tendo compreensão. Claro que o atraso é lastimável, mas muitas vezes o patrão não faz por querer, porque têm multas, juros, correção monetária”, argumenta.

Confira a entrevista completa: