Sábado, 28 de Novembro de 2020

Coluna MKT Criativo: Novas épocas, novos rumos e novos comportamentos do público

16/06/2020 às 16:17

Ainda estamos aprendendo a lidar com este novo momento do mundo, provavelmente estamos errando em muita coisa, mas algumas estão ai e provavelmente vão ficar por muito tempo, mesmo depois que isso passar.

Mas uma coisa que vem crescendo muito, e já vinha crescendo antes de tudo isso, são os eventos online.

No começo da quarentena tivemos um boom de lives, no Instagram e no Youtube que foi bem grande, ali podemos dizer que o publico entendeu o que é uma live e pegou o costume de assistir. Agora será que ele volta aos hábitos antigos?

Todo o fim de semana temos lives de artistas, de diferentes segmentos e gostos, as pessoas se acostumaram com isso. Elas têm música de qualidade para curtir e por outro lado os artistas estão conseguindo rentabilizar em cima disso, se reinventaram.

No Instagram temos muito conteúdo diferente, se você entrar na rede às 19 horas encontrará diferentes coisas, desde conteúdos profissionais, de entretenimento e coisas bem bobas, mas que ajudam a passar o tempo. As pessoas aprenderam a acompanhar lives no Instagram.

Como falei, essa evolução de comportamento já vem de antes disso, um nicho bem especifico que são os games consegue explicar tudo isso. Os campeonatos de E-Sports estão cada vez com mais público, batendo audiências de jogos de futebol, isso não é notado as vezes porque foge da nossa bolha, mas o crescimento está bem grande.

Agora vamos fazer um exercício de pensamento: as marcas não têm eventos físicos para patrocinar, não tivemos o Lolapalooza em abril e muita verba de mídia parou ali. Onde as marcas vão alocar isso? Vão deixar parada ou vão por em algo que está rodando e bombando de público?

Várias lives tiveram patrocínio forte de grandes marcas, uma que podemos dizer que apoiou o formato e fez ele crescer muito foi a Ambev, que patrocinou várias e trabalhou também na divulgação delas. Como no exemplo acima, provavelmente com a falta de eventos físicos, a verba de patrocínio parou e a necessidade de trabalhar a marca continuou, foi necessário encontrar onde o público está.

Dinheiro nunca é queimado, é trocado de mãos.

E no futuro?

As pessoas aprenderam e se acostumaram com isso, talvez com a possibilidade de poder sair de casa isso enfraqueça um pouco, mas isso também pode trazer interações sociais. Nós sempre nos reunimos para assistir futebol, por que não fazer um churrasco para ver um live da dupla sertaneja que a galera gosta? Isso não pode ser interessante para o público e para o artista?

O ao vivo que estava ficando cada vez menos necessário, pode ter renascido com esse período.

Agora precisamos pensar onde conseguimos nos encaixar nisso e como nossa empresa pode se beneficiar disso.

Mais importante que tudo isso é observar como o público está se comportando, afinal de contas, quem decide tudo é o público.

foto: Lorena Pedroso

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