Sexta-feira, 03 de Dezembro de 2021
foto: Clebert Gustavo

Deputado Romanelli defende novas audiências públicas nas cidades que serão cortadas pelo pedágio

24/11/2021 às 13:27

O deputado Luiz Claudio Romanelli (PSB) alertou nesta terça-feira (23), da necessidade de audiências públicas nas cidades que terão suas áreas urbanas cortadas pelas rodovias que serão pedagiadas conforme proposto pelo governo federal. “Já identificamos que um dos problemas, objetivamente, é a ausência de audiência pública pela ANTT e pela EPL”, disse Romanelli.

“Os municípios paranaenses que serão cortados nas suas áreas urbanas pelas rodovias federais e estaduais que integrarão esse programa de concessão, não foram ouvidos nas suas áreas técnicas, não houve uma interface para discutir quais são as obras que serão realizadas”, completou o deputado.

A falta das consultas, entende Romanelli, pode gerar no futuro um problema grave. “Temos que propor no âmbito do TCU (Tribunal de Contas da União) a realização de audiências públicas regionais para poder debater as obras de cada um dos municípios que têm parques industriais e áreas habitacionais. Eles não podem ficar seccionados”, disse.

Obras

“Temos muitas vias marginais que têm que ser construídas, trincheiras, passarelas. Esse é um tema que tem que ser discutido com os gestores municipais. Esse é um ponto fundamental neste momento depois do fim do contrato”, aponta Romanelli.

Romanelli apontou os erros, equívocos e as “malandragens” que foram cometidas ao longo de 24 anos. “Foi um rastro de exclusão de obras tão importantes para o Paraná, duplicações, trevos, vias marginais, intersecções, enfim, tantas obras importantes que não foram realizadas”.

“Temos que construir soluções consensuadas para que todos os paranaenses possam de fato ter um modelo que tenha uma tarifa de pedágio justa e a garantia da realização da obra. O passado está aí, nós vamos demonstrar, que não podemos deixar que isso seja repetido no futuro”, completou.

O deputado também disse que é preciso excluir do novo pedágio as obras que já foram pagas.

“Não é justo ao usuário que já pagou por uma duplicação, pagar novamente”, destaca Romanelli.

da Alep