Sexta-feira, 14 de Junho de 2024

Donald Trump diz que distribuição da vacina contra o coronavírus começa na próxima semana

2020-11-28 às 16:59

O presidente americano Donald Trump afirmou ontem que a distribuição da vacina contra o coronavírus nos Estados Unidos começará na semana que vem ou na próxima.

A declaração foi dada em discurso às tropas americanas no exterior via chamada de vídeo para marcar o feriado de Ação de Graças. Segundo Trump, os primeiros a serem vacinados serão funcionários da linha de frente, pessoal médico e idosos.

“O mundo inteiro está sofrendo e nós estamos arredondando a curva. As vacinas serão entregues na semana que vem ou na seguinte”, disse o presidente americano.

A FDA (Food and Drug Administration), equivalente à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) nos EUA, deve avaliar o pedido de uso emergencial da vacina da Pfizer-BioNTech em 10 de dezembro. Uma eventual vacinação da população só poderia começar após a aprovação pela FDA.

No mesmo discurso, Trump disse que a vacinação em tempo recorde é mérito de sua gestão, que pressionou a FDA para agilizar os processos. Ele ainda pediu para que as pessoas não deixem o presidente eleito Joe Biden levar os créditos por isso.

“Joe Biden falhou com a gripe suína, H1N1 [Biden era vice de Barack Obama à época]. Não deixem ele levar os créditos pelas vacinas porque as vacinas são minhas, eu pressionei as pessoas como elas nunca foram pressionadas antes e nós conseguimos as aprovações [a vacinação da população ainda não foi aprovada]”, afirmou Trump.

40 milhões de vacinas até o fim do ano

Segundo a agência de notícias AFP, os Estados Unidos planejam distribuir 6,4 milhões de doses da vacina Pfizer-BioNTech para a covid-19 depois que ela for liberada para uso emergencial.

O general Gustave Perna, chefe de operações para a operação governamental Warp Speed, disse a repórteres que cerca de 40 milhões de doses da vacina estariam disponíveis até o final de dezembro.

Esse número inclui outra vacina desenvolvida pela Moderna e pelo National Institutes for Health, que anunciou alguns resultados preliminares de eficácia sobre seu fármaco na semana passada e também está perto de solicitar aprovação de emergência.

Com informações: UOL