Sábado, 25 de Junho de 2022

Dra. Juliana Ribeiro explica quais são os riscos da automedicação

20/05/2022 às 18:18

A farmacêutica Juliana Ribeiro, idealizadora da farmácia de manipulação Eficácia Brasil, participou de um bate-papo sobre automedicação no programa Manhã Total, apresentado por João Barbiero na rádio Lagoa Dourada FM, nesta sexta-feira (20).

Dra. Juliana explica que é preciso encontrar a raiz dos problemas e evitar a automedicação, já que esta prática pode trazer riscos para a saúde, na medida em que as doses de medicamentos podem causar problemas ainda maiores no organismo, ou até mesmo podem ‘mascarar’ uma doença mais grave. “Pacientes que estão em tratamento oncológico não devem tomar complexo B em altas doses, porque pode estimular células de câncer a se reproduzirem mais rápido. É uma vitamina que é de venda livre, se não for bem orientada pelo farmacêutico pode ser preocupante”, alerta.

Além dos medicamentos disponíveis nas farmácias, Dra. Juliana enfatiza que até mesmo os remédios naturais provenientes de plantas medicinais, podem ser prejudiciais à saúde dependendo das quantidades ingeridas. “Algo comum que nós temos em casa é o alecrim, nós colocamos no tempero do alimento. Agora se você faz um chá de alecrim concentrado, se a mulher estiver grávida dos primeiros três, pode levar a aborto. Pode aumentar a pressão arterial. É preciso tomar muito cuidado com o chá de canela também, gestantes no primeiro bimestre e crianças de até 7 anos devem passar longe, porque contém certos tipos de ácidos próprios da casca da canela e pode causar distúrbios gástricos nas crianças e contração uterina nas gestantes”, afirma. “Não é porque é planta que vai fazer o uso abusivo”, completa.

O boldo, uma planta muito comum no Brasil, é utilizado para melhorar a digestão e o fígado, “só que em quantidade alta, se você pega muita folha e faz um chá, ou tritura na água, vai piorar o fígado. O que diferencia o veneno do medicamento e a cura do perigo de intoxicação é a dose”, afirma Juliana Ribeiro.

Acompanhe a farmacêutica nas redes sociais: @dra.julianaribeiro @farmaciaeficaciabrasil

Confira a entrevista completa: