Segunda-feira, 17 de Janeiro de 2022

Especial D’P: O homem forte do presidente Bolsonaro em Ponta Grossa

17/12/2021 às 16:06
Conteúdo exclusivo publicado na Revista D’Ponta #288 Nov/Dez/2021

A cidade de Ponta Grossa não estava no roteiro inicial do presidente da República, Jair Bolsonaro, quando da visita realizada ao Paraná, no início de novembro deste ano. A princípio, ele apenas desembarcaria no Aeroporto Santana, devendo seguir  direto até a sede da Cooperativa Frísia (antiga Batavo), em Carambeí, para lançar a pedra fundamental de uma Maltaria a ser instalada na região.

No entanto, o presidente foi convencido a prestigiar a cidade que o acolheu antes mesmo da oficialização da sua candidatura, no final de março de 2018. “Há quem diga que foi aqui, em Ponta Grossa, que Bolsonaro foi chamado pela primeira vez de ‘mito’”, orgulha-se o empresário do agronegócio Douglas Fanchin Taques Fonseca, responsável pela inclusão da cidade no itinerário, com o apoio imprescindível da deputada federal Aline Sleutjes, que viabilizou a vinda do presidente.

Como atual presidente da Associação Comercial, Industrial e Empresarial de Ponta Grossa (ACIPG), Fonseca aproveitou a oportunidade para homenagear Bolsonaro. Ainda em solo ponta-grossense,  o presidente recebeu o título de associado benemérito da instituição, além de convite para fazer o lançamento simbólico da pedra fundamental da Casa do Empresário, como foi batizada a nova sede da ACIPG, que tem inauguração programada para abril do próximo ano.

Na cerimônia organizada no Centro de Eventos, devido à impossibilidade logística de receber o presidente na sede da ACIPG, Bolsonaro também conheceu o Programa AÇO, uma parceria entre ACIPG, Prefeitura de Ponta Grossa e Exército Brasileiro. A proposta do programa visa fornecer qualificação e oportunidades no mercado de trabalho para jovens que concluíram o serviço militar em Ponta Grossa e região.

POSIÇÕES FIRMES

Não é de hoje que Douglas Fonseca conhece a vida política de Jair Bolsonaro. “Há tempos vínhamos acompanhando o deputado Bolsonaro, as colocações dele, seu comportamento, e fomos criando uma simpatia pelas posições firmes que ele sempre teve, principalmente contra a esquerda (que hoje está tomando conta do país e nos preocupa bastante) e o comunismo, entre outras coisas”, afirma.

Fonseca acredita que a primeira vinda de Bolsonaro à Ponta Grossa foi a maior manifestação de apoio que ele teve antes de oficializar a candidatura. “Trouxemos ele aqui, o levamos até a ACIPG e depois ao Clube Ponta Lagoa, que ficou lotado. Então, fizemos uma grande caminhada na Avenida (Vicente Machado). Acredito que ele se lembrou disso, quando ouviu nosso pedido por intermédio da deputada Aline Sleutjes e, por esse motivo, resolveu mudar o roteiro para prestigiar a cidade”, conta Douglas.

DISCURSO E AÇÃO

O empresário destaca a diferença que ocorre por vezes no discurso do presidente e na sua atividade como líder do Poder Executivo no Brasil. “Não concordo com tudo o que ele fala e da maneira que às vezes fala, mas concordo cem por cento com o governo dele. A vinda dele aqui foi algo muito bom para nós, foi um reforço do presidente conosco. Entendemos que ele tem que continuar, porque considero limpo o trabalho que ele está fazendo na política. Está sendo muito importante”. E continua “…o que ele está fazendo é bom, embora a imprensa tente menosprezar, escondendo as coisas boas e só noticiando o que é ruim. Eu acho um excelente governo”.

FEITOS & SEGREDO

Na opinião de Douglas Fonseca, o presidente Jair Bolsonaro conseguiu feitos em uma época excepcional. “Veja só, empresas que antes davam prejuízos para o governo, como a Petrobrás, hoje dão lucro; todas as estradas que foram iniciadas, hidrelétricas que estavam paradas, hoje estão sendo concluídas. E isso num ano de pandemia, quando muitas empresas estão parando ou pagando menos impostos. Como é possível fazer isso? O segredo é não deixar roubar. Se não deixar roubar, sobra dinheiro”.

AFINIDADE POLÍTICA

Questionado se teve a oportunidade de apresentar reivindicações ao presidente da República durante a visita, Fonseca afirmou que não foi necessário. “A nossa pauta é igual a dele. Não precisamos que faça mais do que está fazendo. Respeito ao direito de propriedade, dificultar as invasões de terra, lutar contra a esquerda e o comunismo. É isso que queremos e, para tanto, temos um grande apoio da deputada Aline Sleutjes, que é a nossa porta- voz junto ao presidente.”

No tocante às questões relacionadas ao empresariado e  agronegócio, o presidente da ACIPG afirmou que “Bolsonaro tem dado todo apoio a esses setores. Há muito tempo atrás, os economistas apelidaram o agronegócio de âncora verde, e isso sempre acontece nos momentos difíceis da economia brasileira.”

MANGAS ARREGAÇADAS

“Trabalhar de mangas arregaçadas.” Essa foi a expressão usada por Fonseca ao imaginar a campanha à reeleição de Jair Bolsonaro em Ponta Grossa, em outubro do ano que vem. Nem as pesquisas desanimam o empresário. “Acho estranho as pesquisas que mostram Lula na frente. Ele sequer sai às ruas para abraçar o povo, nem desfila como o Bolsonaro faz. Por que não pega uma moto e sai passear de moto? A gente vê Lula na frente das pesquisas, mas ele está sempre escondido, sempre protegido, ele não se expõe ao público. Eu não tenho dúvidas sobre o resultado dessas pesquisas. Elas estão mascaradas”, opina.

PRESTÍGIO INTERNACIONAL

Ao contrário do que se vê nos veículos de comunicação nacionais, Douglas afirma que Bolsonaro está com boa imagem no cenário internacional. “Vemos que ele está sendo muito bem votado para personalidade do Ano da revista Time, colocando-se à frente de Trump, Macron e outros. Internacionalmente, ele está muito bem quisto. Mas no Brasil temos uma mídia tendenciosa, com viés esquerdista, socialista e comunista, que cria um clima ruim para Bolsonaro. Isso tudo vai ser desmascarado na campanha”, promete.

BOLSONARO VERSUS MORO

Sobre um possível embate com o ex-juiz e ex-ministro Sérgio Moro, Fonseca expressa a decepção que teve. “O ex-ministro foi um excelente juiz de direito. Nota dez. Pensamos inclusive em fazer homenagem a ele na ACIPG. A Operação Lava Jato fez diferença no mundo. Se pessoas de alto poder aquisitivo amargaram uma cadeia foi graças à Lava Jato. Já como ministro foi muito mal. As colocações dele foram horríveis. O que o diminuiu foi mudar de trincheira, se unir com os inimigos e atirar contra seus antigos aliados. Esse comportamento pôs a perder a aura que imaginava que tinha. Foi uma traição, eu entendo. Ele até poderia brigar com o presidente, mas não deveria passar para o outro lado, atirando de lá pra cá, contando coisas de governo que não podem ser divulgadas, os segredos de Estado. Foi um papel muito infeliz”, revelou Fonseca.

BOLSONARO VERSUS LULA

“Não deixa de ser um absurdo um cara que esteve preso e responde um monte de processos poder ser candidato. No entanto, a esquerda não tem outro nome, além de Lula. O governador de São Paulo, que poderia incomodar, não tem chance. Infelizmente ou felizmente, as Eleições de 2022 vão se polarizar entre Lula e Bolsonaro”, prevê Douglas Fonseca, acrescentando que “… para segurar a esquerda, o socialismo e o comunismo, e assegurar uma democracia pura, não a democracia do PT, só mesmo Bolsonaro”.

ALINE EM BRASÍLIA

Finalmente, o empresário e presidente da ACIPG aproveita a oportunidade para destacar a série de trabalhos que a deputada federal Aline Sleutjes vem desenvolvendo em prol não somente do agronegócio, mas também atendendo outras solicitações de interesse da comunidade regional, inclusive da Santa Casa de Misericórdia de Ponta Grossa. “Em sendo assim, ficamos muito orgulhosos de contar com sua presença como nossa representante junto ao governo federal”, registra Douglas Fonseca.

 

Leia a revista completa com a edição especial da visita presidencial a Ponta Grossa