Sábado, 25 de Junho de 2022

“O processo de adoção é longo porque precisa ser de amadurecimento pessoal e de acolhimento”, afirma psicóloga do Grupo de Apoio às Adoções Necessárias de PG

27/05/2022 às 14:08

Em Ponta Grossa, o Grupo de Apoio às Adoções Necessárias (GAAN) é responsável por acolher os pretendentes de adoção no município. Rosane Gonçalves, presidente do grupo e Cristiane, psicóloga voluntária do projeto, participaram de bate-papo durante o programa Manhã Total apresentado por João Barbiero na rádio Lagoa Dourada FM, nesta sexta-feira (27).

Rosane explica que o grupo foi fundado em 1998 por meio de um projeto de extensão da Universidade Estadual de Ponta Grossa. “O GAAN foi criado realmente pra isso, acolher os pretendentes. Cabe acolher o coração daqueles que chegam e a avaliação final para se tornar habilitado à adoção cabe à Vara da Infância e Juventude”, explica Rosane.

Todos os pretendentes à adoção precisam passar por três reuniões obrigatórias no GAAN, para então dar início ao processo efetivo junto à Vara da Infância. “Ao GAAN cabe acolher, mostrar depoimentos de famílias que já adotaram. Hoje em dia tem a facilidade de falar sobre adoção, que é apenas uma maneira diferente de ser pai e de ser mãe”, pontua.

Adoção não é caridade

A psicóloga Cristiane ressalta que a adoção não pode ser tratada como caridade a uma criança. “Nós estamos defendendo o direito da criança e do adolescente de ter uma família. Não é caridade, não é uma boa ação. Gostamos de tirar essa romantização da adoção. Primeiramente, observar o desejo de ser pai e mãe. A criança que está ali quer ser amada, ser acolhida do jeito que ela é”, defende. “As crianças têm o direito de estar em uma família”, enfatiza.

Ela revela que há muitos preconceitos e mitos em torno da adoção que precisam ser esclarecidos. “Existem muitos preconceitos nesse aspecto porque pensam que a criança vai mudar e a família não vai dar conta. Quando você ama, quando está disposto a acolher aquela criança você vai dar conta. Mesmo o filho biológico, você não tem como prever o destino da criança porque ela é adotiva, não é porque ela teve esse processo de institucionalização que vai interferir no caráter. Por isso que o processo é longo, ele precisa ser de amadurecimento pessoal, de acolhimento diante de todas essas situações”, completa.

Confira a entrevista na íntegra: