há um dia
Gabriel Aparecido

A gestão do Porto de Iatjaí passará ao comando da Companhia Docas do Estado da Bahia (Codeba), que assume a frente após embates do porto catarinense com a Autoridade Portuária de Santos (APS), antigo parceiro e gestor. A troca acontecerá em uma solenidade nesta quarta-feira (06), onde serão assinados os documentos que firma o convênio gestão transitória de Itajaí com o Codeba. A previsão é que a companhia permanecça um ano sob o comando do porto até que as obras das Docas de Itajaí sejam finalizadas.
O evento contará com a presença de lidernças do setor, como o secretário Nacional de Portos, Alex Ávila, que deverá adiantar os projetos previstos pelo Ministério Portos e Aeroportos para a região no primeiro semestre de 2026. Além disso, sua fala também trará destaque para o protagonismo dos portos do sul na movimentação nacional de cargas e contêineres.
Durante a cerimônia, também estarão presentes o superintendente do Porto de Itajaí, João Paulo Tavares Bastos Gama; o presidente da Codeba, Antônio Gobbo; o presidente nacional do Sebrae, Décio Lima; e a deputada federal Ana Paula Lima (PT). As autoridades deverão discursar sobre o aumento na movimentação do porto e nas expectativas para o novo período.
O processo de troca de gestão do Porto de Iatajaí começou em novembro de 2025, quando chegou ao fim o processo realizado com a Autoridade Portuária de Santos (APS), que ficava à frente do Porto. O convênio que oficializou a substituição foi publicado no Diário Ofical da União de 10 de dezembro de 2025, com validade de um ano.
A saída da APS do Porto no Itajaí foi marcada por embates com a administração catarinense. Em outubro de 2025, o Governo Federal, por meio de um despacho, autorizou a separação da APS com o Porto de Itajaí. O documento emitido através da Secretaria Nacional de Portos, do Ministério dos Portos e Aeroportos, destacou um "desalinhamento institucional" entre os comandos.
A decisão enfatizou que embora o convênio cumprisse com sua finalidade inicial, situações de discordância chegavam a maiores proporções, que poderiar causar "potenciais reflexos sobre a governança local, a segurança jurídica e a harmonia da gestão portuária”.
Enquanto os embates escalonavam, o superintendente do Porto de Itajaí, João Paulo Tavares Bastos Gama, foi afastado do comando. O ato também anulou portarias e decisões de Gama. Como substituto, foi colocada um diretor aliado do presidente da APS, Anderson Pomini. A situação foi elevada para investigação interna e pelo ministério Público Federal, para apurar supostas infrações de Gama.
Com o processo de transição para o Codeba formalizados, as decisões tomadas pela APS foram anuladas, restabelecendo o comando do superintendente.
Sob a gestão do Codeba, a expectativa é de que o Porto possa ter maior independência e autonomia, até que a cidade possua autorização para criar sua própria unidade portuária. Com o convênio firmado para até um ano, o Codeba poderá se retirar da gestão do local, caso as obras das Docas de Itajaí sejam finalizadas.
O processo de criação das Docas segue em andamento pelo Governo Federal, com análise do Ministério de Gestão e Inovação. O projeto devrá ser encaminhado, ainda, para a Casa Civil e para Congresso Nacional para aprovação.
O Ministério dos Portos e Aeroportos prevê cerca de um ano para que o projeto seja formalizado. As obras cintam, ainda, com apoio técnico da Infra S.A.
Ao fim do ano, o Governo Federal aprovou os Estudos de Viabilidade Técnica, Econômica e Ambiental (EVTEA) para o aumento definitivo do coplexo postuário de Itajaí.
Em novembro de 2025, o complexo portuário de Itajaí registrou uma alta de 20% na movimentação, em relação ao mesmo período do ano anterior, somando 1,5 milhão de toneladas, sendo 564.547 só no Porto de Itajaí. Para o acumulado entre janeiro e novembro, o complexo tev uma lata de 11% na movimentação, enquanto o porto peixeiro cresceu quase 500%, passando de 754.052 pra 4,2 milhões de toneladas entre 2024 e 2025.