Segunda-feira, 17 de Junho de 2024

Rangel confirma adesão ao toque de recolher e estuda novas medidas para contenção da COVID-19 em PG

Prefeito destacou que não há previsão para um novo fechamento do comércio no município e que serão intensificadas as medidas de prevenção
2020-12-02 às 10:21

Com os níveis de ocupação dos leitos de UTI destinados para o tratamento da COVID-19 chegando a quase 90% na região metropolitana de Curitiba, o Governo do Paraná decretou ‘toque de recolher’, a partir de hoje (2) em todo o estado. A circulação de pessoas nas ruas fica proibida das 23h às 5h por 15 dias. Na manhã desta quarta-feira (2), o prefeito de Ponta Grossa, Marcelo Rangel, destacou a importância da medida.

 

“O toque de recolher é duro, é difícil, mas funciona. Vamos torcer para o número de infectados comece a diminuir e não seja preciso prorrogar o decreto”, avalia. Ele lembra que o toque de recolher já foi usado com sucesso em Ponta Grossa no auge da pandemia, nos meses de julho e agosto. “Ninguém queria isso, mas infelizmente veio essa segunda onda e vamos precisa do apoio de todo mundo”, pede.

 

Para o prefeito, a decisão foi acertada e deve contribuir para que a taxa de contaminação volte aos níveis mais aceitáveis. “A aglomeração nas madrugadas é sempre muito maior. Além disso, o toque de recolher reduz acidentes de trânsito e tentativas de homicídio que também sobrecarregam o sistema de saúde”, pondera.

 

Rangel reforça que é necessário tomar medidas mais duras para evitar que os pacientes fiquem sem atendimento médico. “Como o número de infectados aumenta muito da noite para o dia, não tem atendimento para todo mundo. O grande problema é o colapso do sistema de saúde”, lembra.

 

Crescimento do número de pacientes graves preocupa

O crescimento do número de casos de COVID-19 começou pela cidade de Curitiba e, na semana passada, atingiu outros municípios paranaenses, comenta Rangel. “Há cerca de 15 dias os números da capital começaram a se alterar, depois veio Maringá e Londrina”, relata. “Nós falamos que essa onda poderia chegar em Ponta Grossa, porque nós temos um lapso de tempo diferente dos outros municípios”, explica.

 

Na visão do prefeito, a maior preocupação é com o aumento no número de pacientes em estado grave. “O fato é que parece que nesta segunda onda a doença é mais violenta, mais agressiva e deixa as pessoas em estado mais grave. Na semana retrasada e na semana passada, o número de casos era o mesmo, mas o número de leitos de UTI não estava crítico”, diz.

 

Ele não descarta a possibilidade de Ponta Grossa precisar dar suporte à Curitiba e receber pacientes da capital. “Os doentes de Curitiba provavelmente vão vir para o interior. Se chegar a 100%, como já aconteceu no passado, eles vêm para Ponta Grossa e outras cidades”, frisa. De acordo com o boletim emitido pelo Hospital Regional dos Campos Gerais, na última terça-feira (1), dos 30 leitos de UTI disponíveis, 28 estão ocupados. A ala de enfermaria conta com 34 leitos clínicos, dos quais apenas três estão livres.

 

Novas medidas serão estudas para Ponta Grossa

Na tarde desta quarta-feira (2), o Centro de Operações Emergenciais (COE) irá realizar uma reunião para avaliar a implantação de novas medidas em Ponta Grossa. Rangel adianta que não há previsão de um novo fechamento do comércio. “Não haverá restrição do comércio e nem fechamento das lojas. Nós vamos trabalhar com o setor produtivo para tomarmos medidas de precaução”, garante.

 

O prefeito adianta que o setor de eventos não deverá ser prejudicado. “Os eventos vão continuar liberados, desde que nós tenhamos responsabilidade dos organizadores e prevenção de quem está participando. É só isso que a gente está pedindo”, afirma. Ele acrescenta que a fiscalização do cumprimento das medidas de restrição será endurecida. “O pessoal da fiscalização vai voltar a atuar. Não tem o que fazer, eles precisam trabalhar para prevenir”, diz.

 

O aumento do número de infectados foi de 93% nas últimas semanas e, de acordo com o prefeito, será preciso investir novamente em medidas de prevenção. “Com o passar do tempo, os cuidados foram diminuindo e isso é natural. A gente nota que na rua as pessoas já não estavam usando máscara, as lojas já não estavam mais exigindo álcool em gel”, exemplifica. “Agora tem que voltar a precaução e a gente vai precisar do apoio de todo mundo. Não adianta ficar reclamando”, alerta.

 

As declarações foram dadas na manhã desta quarta-feira (2), durante o programa ‘Nilson de Oliveira’, apresentando por Rangel na Rádio Mundi FM.