Quinta-feira, 25 de Abril de 2024

Seca não dá trégua e Ponta Grossa registra volume de chuvas 75% menor do que o esperado para a primeira quinzena de julho

2020-07-20 às 10:29
Foto: Arquivo

O índice de chuvas registrado nesta primeira quinzena de julho confirma o cenário negativo de precipitações ao longo de 2020 e está 75% abaixo da média histórica em Ponta Grossa. 

De acordo com dados do Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), em Ponta Grossa choveu 24,2 mm nos primeiros 17 dias de julho, para uma média histórica de 95,5 mm. No mês anterior, junho, choveu 144,0 mm e a média esperada para o período é de 106,6 mm.

O Simepar alerta ainda que não há expectativa de muita chuva até o final de julho, e agosto costuma ser um mês com pouca chuva também. Em Ponta Grossa, a média é de 75,3 mm.

Embora em junho o padrão atmosférico tenha mudado em relação aos meses anteriores, com chuvas que superaram o volume histórico em algumas regiões do Estado, as precipitações concentraram-se em eventos de grande acumulação, como a do último dia do mês. O “ciclone bomba”, do dia 30 de junho, trouxe ventos de quase 100 quilômetros por hora, causou muitos estragos, mas a chuva que acompanhou provocou apenas um grande escoamento superficial e pouca penetração no solo – conforme explica o Simepar.

Sem chuvas suficientes para recuperar o déficit hídrico, em 2020, a Sanepar tem adotado medidas para garantir água para abastecimento público. A companhia antecipou obras e implantou captações emergenciais, mas teme que isso possa ser insuficiente. 

“Nos últimos 10 anos, nunca as barragens chegaram a níveis tão baixos. O mais preocupante é que os prognósticos de chuvas para os próximos meses não são promissores, mantendo-se a previsão de que teremos um volume muito abaixo da média histórica”, afirma o diretor de Meio Ambiente da Sanepar, Julio Gonchorosky.

Além disso, a Sanepar reforça a necessidade de apoio da população. “São ações mitigatórias que complementam o esforço da população em economizar água. Sem o uso racional da água e sem essas captações emergenciais, o sistema pode colapsar”, diz Gonchorosky.

Com informações e imagens da assessoria de imprensa da Sanepar e do Simepar