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Irã admite mais de 3 mil mortos em protestos e contesta dados de ONGs

A informação foi divulgada nesta quarta-feira (21) pela mídia estatal iraniana

há 2 horas

Amanda Martins

Irã admite mais de 3 mil mortos em protestos e contesta dados de ONGs
Foto: Iranian Leader Press Office / Handout/Anadolu via Getty Images

Pela primeira vez, o governo do Irã admitiu oficialmente mais de 3 mil mortes durante os recentes protestos que se espalharam pelo país. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (21) pela mídia estatal iraniana, em meio a manifestações que já duram 24 dias e têm como principais pautas a crise econômica e as condições sociais da população.

Segundo a agência estatal IRNA, 3.117 pessoas morreram desde o início dos atos. De acordo com o balanço apresentado por Teerã, 2.427 das vítimas seriam militares das forças de segurança e civis, enquanto o restante seria composto por manifestantes mortos durante os confrontos.

De acordo com o Metrópoles, os números divulgados pelo governo iraniano, no entanto, divergem dos dados apresentados por organizações independentes. A ONG Ativistas de Direitos Humanos no Irã (HRA) estima que o total de mortos chegue a 4.519 pessoas, das quais 4.251 seriam civis, indicando um impacto ainda maior sobre a população.

Desde o fim de 2025, a administração do aiatolá Ali Khamenei enfrenta um dos períodos mais críticos dos últimos anos. A deterioração da economia levou milhares de iranianos às ruas em diversas cidades, desencadeando uma onda de protestos que acabou marcada por episódios de violência.

As manifestações têm sido duramente reprimidas pelas autoridades iranianas, que acusam atores internacionais de estimular os atos. Segundo o governo, os Estados Unidos estariam financiando cidadãos iranianos para criar um cenário de instabilidade com o objetivo de desestabilizar o país.

Washington nega envolvimento direto, mas o presidente norte-americano Donald Trump chegou a afirmar que os Estados Unidos estavam prontos para agir no Irã para evitar a morte de manifestantes. No entanto, em 14 de janeiro, Trump recuou e disse ter recebido informações de que os assassinatos no país estariam “parando”.

Nos últimos dias, a intensidade dos protestos diminuiu, embora organizações internacionais continuem registrando atos e gestos de oposição ao atual governo iraniano em diferentes regiões do país.

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