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Papa Leão XIV é convidado por Trump para integrar Conselho da Paz na Faixa de Gaza

A informação foi confirmada nesta quarta-feira (22) pelo cardeal Pietro Parolin, secretário de Estado do Vaticano

há 5 horas

Amanda Martins

Papa Leão XIV é convidado por Trump para integrar Conselho da Paz na Faixa de Gaza
Foto: Simone Risoluti – Vatican Media via Vatican Pool/Getty Images

O papa Leão XIV está entre os líderes mundiais convidados pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a integrar o recém-criado Conselho da Paz na Faixa de Gaza. A informação foi confirmada nesta quarta-feira (22) pelo cardeal Pietro Parolin, secretário de Estado do Vaticano e principal autoridade diplomática da Santa Sé.

Segundo o Metrópoles, o pontífice já recebeu formalmente o convite, mas ainda não tomou uma decisão. De acordo com o cardeal, a Santa Sé avalia tanto o escopo do novo órgão quanto as implicações diplomáticas envolvidas antes de apresentar uma resposta. Ele destacou que o tema exige tempo para reflexão.

Apesar de manter posições críticas em relação a algumas políticas de Trump, o papa tem se manifestado de forma recorrente sobre a crise humanitária na Faixa de Gaza. O pontífice denunciou publicamente as condições de vida da população palestina, inclusive em um discurso realizado na véspera do último Natal.

Inicialmente apresentado como um mecanismo voltado ao encerramento do conflito em Gaza, o Conselho da Paz teve seu alcance ampliado pelo presidente norte-americano. Trump passou a defender o órgão como um fórum internacional capaz de mediar conflitos em diferentes regiões do mundo.

Israel e Egito já aceitaram o convite para integrar o conselho, enquanto outros países demonstraram cautela. Documentos relacionados à proposta indicam que parte da comunidade diplomática vê o organismo como uma espécie de “ONU paralela”, diante de sua estrutura e ambições.

O desenho institucional prevê um mandato inicial de três anos, com cerca de 60 países participantes e a criação de um grupo de membros permanentes. Para integrar esse núcleo, os países teriam de contribuir com uma taxa de US$ 1 bilhão já no primeiro ano, com os recursos sob controle da Casa Branca. O plano também estabelece que Trump presidiria o conselho, com mandato vitalício.

Até o momento, cerca de 50 países e a União Europeia confirmaram o recebimento do convite, mas apenas Argentina, Hungria e Marrocos aceitaram formalmente participar. Outros líderes, como o presidente francês Emmanuel Macron, rejeitaram a proposta, alegando dúvidas sobre a legitimidade e o escopo do novo organismo.

Além do papa, diversos chefes de Estado foram convidados, entre eles o presidente da Rússia, Vladimir Putin, cuja adesão está em análise, segundo o Kremlin. O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva (PT) também recebeu o convite e ainda avalia a participação. Trump reforçou o convite ao petista e afirmou que ele teria um papel de destaque no conselho.

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