há 2 horas
Giovanni Cardoso

Uma publicação feita pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no Truth Social nesta quinta-feira (05), gerou repercussão após a divulgação de um vídeo que utiliza imagens do ex-presidente Barack Obama e da ex-primeira-dama Michelle Obama de forma ofensiva.
O vídeo promove alegações sobre fraude nas eleições presidenciais de 2020. Nos segundos finais da gravação, os rostos de Barack e Michelle Obama aparecem sobrepostos a imagens de macacos em um cenário de selva, acompanhados pelo início da música “The Lion Sleeps Tonight”.
A publicação foi alvo de críticas de autoridades e representantes políticos, que apontaram a associação como ofensiva e relacionada a estereótipos raciais. Em resposta às reações, a secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou à CNN, na sexta-feira (6), que as críticas seriam exageradas.
Segundo Leavitt, o vídeo faz parte de uma tendência viral que retrata Donald Trump como o “rei da selva” e membros do Partido Democrata como personagens do filme O Rei Leão. Ela declarou que a repercussão seria uma “indignação falsa” e defendeu que a atenção da imprensa deveria se concentrar em outros temas.
Autoridades estaduais também se manifestaram. O gabinete do governador da Califórnia, Gavin Newsom, publicou uma mensagem nas redes sociais condenando a divulgação do vídeo e pedindo que integrantes do Partido Republicano se posicionem sobre o caso.
Este não é o primeiro episódio em que Donald Trump enfrenta críticas por compartilhar conteúdos considerados ofensivos ou manipulados digitalmente. Em 2023, ele publicou um vídeo, aparentemente produzido com o uso de inteligência artificial, que mostrava Barack Obama sendo preso no Salão Oval.
No mesmo período, Trump e membros de sua administração também divulgaram imagens alteradas do líder da minoria na Câmara dos Representantes, Hakeem Jeffries, que apareceram com acessórios estereotipados. À época, Jeffries afirmou que o material tinha caráter racista.