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Unicef afirma que mais de 100 crianças morreram em Gaza desde início do cessar-fogo

A declaração foi feita durante entrevista coletiva no Palácio das Nações, em Genebra, na Suíça

há 2 meses

Amanda Martins

Unicef afirma que mais de 100 crianças morreram em Gaza desde início do cessar-fogo
Foto: Reprodução CGTN
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Mais de 100 crianças foram mortas na Faixa de Gaza desde o início do cessar-fogo entre Israel e o Hamas, em outubro, segundo afirmou nesta terça-feira (13) o porta-voz do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), James Elder. A declaração foi feita durante entrevista coletiva no Palácio das Nações, em Genebra, na Suíça.

De acordo com o Metrópoles, o número equivale à morte de aproximadamente uma criança por dia, mesmo durante a trégua. O total divulgado inclui cerca de 60 meninos e 40 meninas, mas pode estar subestimado. Embora os bombardeios e os tiroteios tenham diminuído, segundo o Unicef, eles não cessaram completamente no enclave palestino.

“O cessar-fogo ainda está enterrando crianças”, afirmou o porta-voz, ao relatar que menores continuam sendo mortos por ataques aéreos, drones, bombardeios de tanques e disparos com munição real, inclusive a partir de equipamentos controlados remotamente.

Durante a coletiva, Elder relatou o caso de Abid Al Rahman, de 9 anos, ferido em um ataque aéreo. A criança teve o olho direito atingido por estilhaços de metal explosivo, que permanecem alojados, segundo o Unicef.

A agência da ONU também denunciou que Gaza segue enfrentando severas restrições à entrada de itens essenciais, como suprimentos médicos, gás de cozinha, combustível e peças para sistemas de água e saneamento.

Desde outubro de 2023, ao menos 70 mil pessoas morreram na Faixa de Gaza em decorrência dos ataques israelenses, segundo o Ministério da Saúde local, controlado pelo Hamas. Mesmo após o cessar-fogo, operações ocasionais continuaram, resultando em mais de 350 mortes, a maioria de civis.

No último domingo (11), o Hamas declarou estar disposto a dissolver seu governo na Faixa de Gaza e transferir a administração do território a uma autoridade palestina independente, como parte dos termos do acordo de cessar-fogo com Israel.

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