Segunda-feira, 15 de Julho de 2024

“A ‘Portos do Paraná’ é o porto mais eficiente do Brasil”, revela o diretor jurídico Marcus Freitas

2023-04-22 às 12:28

O programa ‘Ponto de Vista’, apresentado por João Barbiero, recebeu neste sábado (22) o diretor jurídico da Portos do Paraná, Marcus Vinicius Freitas dos Santos, para um bate-papo exclusivo. A conversa foi ao ar para todo o Paraná através da Rede T de rádios. Marcus Vinicius Freitas dos Santos é formado em Direito pelo Centro de Ensino Superior dos Campos Gerais, pós-graduado em Direito Administrativo pelo Instituto Romeu Felipe Bacelar e mestrando em Logística e Gestão Portuária pela Fundación ValênciaPort, na Espanha. Atuou como procurador-geral do município de Ponta Grossa, onde também foi Secretário Municipal de Governo e diretor de Cidadania na Secretaria de Segurança Pública. Está na Portos do Paraná desde 2019.

O diretor explica a importância do Porto de Paranaguá, que atinge um terço da eficiência do Porto de Santos – o maior do Brasil. “A Portos do Paraná completou recentemente 88 anos de história e hoje somos o segundo maior porto do Brasil em importância, só perdendo para o Porto de Santos por uma questão de extensão de cais – em Santos o cais tem 16 km de extensão enquanto no Paraná o cais tem 4km. Mas nós movimentamos um terço do que Santos movimenta, ou seja, em uma ‘conta de padeiro’ a Portos do Paraná é o porto mais eficiente do Brasil”, afirma. “O Governador Ratinho Junior usa uma frase que diz que o Paraná é o maior produtor de alimentos por metro quadrado do mundo e esse alimento sai por onde? Pelo Porto de Paranaguá e pelo Porto de Antonina. Então, a relevância do Porto na vida do paranaense e do brasileiro é significativa. Nós temos a grata satisfação de estar administrando esses dois portos no estado do Paraná, onde somos o primeiro porto em exportação de carne suína, de carne de frango. Somos a porta de entrada de fertilizantes – 30% do fertilizante que chega ao Brasil entra pelo Porto de Paranaguá. Nós temos o maior terminal de container com capacidade estática da América Latina, com dois 2,5 milhões TEU’s de capacidade estática. Nós temos a operação mais eficiente em importação e exportação de veículos considerada pelo Brasil. Então são excelentes números que refletem muito em geração de emprego e renda”, pontua.

Freitas explica que o Porto é Federal, entretanto a administração é feita pelo Governo do Paraná. “O Porto é do Brasil, porém o Brasil escolheu pra administrar o estado do Paraná. Hoje a administração e exploração do Porto de Paranaguá e de Antonina é feita pelo Estado do Paraná. Estado este que criou uma empresa pública, chamada ‘Portos do Paraná’, que hoje administra esses dois portos, e dentro deles nós temos as maiores multinacionais do mundo, como Cargill, Bunge, Klabin, neste complexo portuário que movimenta em valor agregado de carga por ano um terço do PIB do estado do Paraná – algo em torno de R$ 150 bilhões ao ano”, conta.

Marcus Freitas explana outros números surpreendentes sobre o trade que passa pela ‘Portos do Paraná’. “Somos o maior Porto de exportação de carne de frango, 35% do frango exportado pelo Brasil sai pela Portos do Paraná. Desses 35%, 85% do frango tem origem paranaense. O soja não tem como mensurar esse número porque a expansão é muito grande, mas certamente exportamos de 80% a 85% da soja do nosso estado”, diz.

Questionado sobre a lucratividade do Porto, o diretor jurídico explica a autossuficiência do complexo. “A nossa administração não pediu nesses últimos cinco anos nenhum recurso ao Governo do Paraná nem ao Governo Federal, ou seja, toda arrecadação que nós recebemos através das tarifas portuárias, pagas pelo operador portuário, são suficientes para nós pagarmos as nossas contas, pagar o passivo que o Porto tem de algumas condenações e ações trabalhistas ao longo das duas últimas décadas, e fazer as obras de infraestrutura que são necessárias para continuar sendo o porto mais eficiente do Brasil”, revela.

Sobre a relação com o município de Paranaguá, Freitas explica que há uma determinação que haja um estreitamento maior com as  cidades-sede. “Uma determinação do Governador Ratinho Junior é que nós temos a obrigação de não olhar só para o mar, e sim olhar pra terra. Ou seja, desconstruir a muralha que foi feita entre o Porto e a cidade de Paranaguá, estabelecendo uma relação melhor entre porto e cidade”, conta. “O Porto, como todos sabem, causa alguns efeitos negativos pra cidade. Nós temos programas sociais e culturais e temos que melhorar nossa relação, porque não basta apenas gerar emprego e aumentar a arrecadação”, pontua. “65% da arrecadação do município de Paranaguá é diretamente relacionada ao Porto e 75% da arrecadação do município de Antonina é relacionada ao porto”, diz.

PASSAGEIROS

Em dezembro de 2022, um navio de cruzeiro da MSC atracou no Porto de Paranaguá. Com capacidade máxima para até 2.520 passageiros e 780 tripulantes, nesta viagem o MSC Armonia trazia a bordo 2.100 passageiros e 600 tripulantes. Desse total, 80% desceram para conhecer Paranaguá e os atrativos da região. “Há muitos anos, mais de uma década, os portos paranaenses não recebiam navios de passageiros. Nós conseguimos inserir junto à MSC na rota dos navios de passageiros que vêm ao Brasil o estado do Paraná, o Porto de Paranaguá e o Porto de Antonina. Então nós teremos ainda nesse ano os grandes navios passando pela nossa linda baía de Paranaguá onde vão atracar, fazer seus passeios, conhecer as cidades históricas, é mais dinheiro, movimento nos restaurantes, hotel, turismo como um todo”, afirma.

Ouça a entrevista completa.