Terça-feira, 21 de Maio de 2024

Dois policiais militares são presos em operação que apura transporte de drogas e painéis solares roubados no PR

2024-02-20 às 14:03
Foto: Divulgação

Dois policiais militares foram presos nesta terça-feira (20) em uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público (MP-PR), que investiga movimentação de mais de R$ 140 milhões com transporte de drogas e painéis solares roubados. Os policiais presos atuam no Batalhão da Polícia Militar de Toledo, no oeste do Paraná.

Em nota divulgada à imprensa na tarde desta terça-feira (20), a PMPR afirma que está “cooperando com as autoridades competentes que conduzem a investigação criminal do caso” e que “reitera seu compromisso inabalável com a lei, a ordem e a ética, e repudia veementemente qualquer comportamento contrário a esses princípios”.

A corporação ainda acrescenta que “ações ilegais cometidas por militares estaduais não refletem os valores e o profissionalismo da corporação, que se dedica diuturnamente à proteção e ao bem-estar da população paranaense, na preservação da ordem pública e manutenção da paz social”.

Investigação

O Ministério Público do Paraná, por meio do Núcleo de Cascavel do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), deflagrou nesta terça-feira (20) a Operação Pôr do Sol, que investiga organização criminosa com atuação no transporte interestadual de grandes quantidades de substâncias entorpecentes, receptação de painéis solares oriundos de furtos e/ou roubos e lavagem de dinheiro.

Foram cumpridos 43 mandados de busca e apreensão e oito mandados de prisão preventiva nos municípios de Toledo, Medianeira e Cascavel, no Paraná, e em Várzea Grande, no estado do Mato Grosso.

As investigações tiveram início em 2022, pelo Gaeco de Cascavel, a partir do recebimento de informação de que o grupo teria recepcionado uma carga de painéis solares roubados em Minas Gerais. A organização disfarçava a origem dos valores obtidos com as atividades ilícitas utilizando contas bancárias de pessoas físicas e jurídicas para a realização de transferências fracionadas feitas sucessivamente até que se chegasse à liderança da organização. De acordo com o apurado, a organização teria movimentado mais de R$ 140 milhões, entre créditos e débitos, entre janeiro de 2020 e agosto de 2023.

Com informações do g1 e do MPPR

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