Quinta-feira, 13 de Junho de 2024

Especialista faz alerta sobre os fatores que podem afetar a saúde mental

2023-05-26 às 16:56
Foto: Valdir Amaral/Alep

O psiquiatra e coordenador do Centro de Informação e Assistência Toxicológica do Paraná/SESA, Ramon Cavalcanti Ceschim, falou sobre o tema durante palestra promovida pela Escola do Legislativo

Tristeza, raiva, nojo, medo e alegria. São emoções que sentimos diariamente, mas quando é que essas emoções podem se tornar uma doença? É preciso ficar atento a essas emoções para saber se elas estão afetando nossa saúde mental a ponto de ser considerada uma doença.

“É preciso ficar atento aos sinais para diferenciar a saúde mental normal do que é doença. É um mix de emoção que faz parte da vida e traz uma mensagem. É preciso aprender a escutar essas mensagens, saber lidar com essas situações”, alertou o psiquiatra e coordenador do Centro de Informação e Assistência Toxicológica do Paraná/SESA, Ramon Cavalcanti Ceschim, durante palestra promovida pela Escola do Legislativo, da Assembleia Legislativa do Paraná, sobre saúde mental no ambiente e trabalho.

A palestra, que lotou o Auditório Legislativo da Casa, foi acompanhada por servidores e público em geral. Durante sua fala, o médico fez uma breve explanação sobre o que é a doença mental, os fatores que podem afetar a saúde mental e as formas de lidar com isso, em geral com a ajuda de um profissional.

“Quando as emoções começam a interferir no funcionamento do dia a dia, acende a luz de alerta. Quando deixa de fazer algo que fazia antes, precisa buscar ajuda de um profissional. É preciso identificar as doenças precocemente e desenvolver um tratamento o quanto antes para evitar complicações”, explicou.

Segundo Ceschim, após a pandemia houve um aumento de 25% em casos de transtorno mentais, como ansiedade e depressão. Fatores responsáveis por quase 60% dos casos de doenças mentais. Segundo a OMS, quase 1 bilhão de pessoas viviam no mundo com transtorno mental em 2019.

No trabalho, disse o médico, é preciso ficar atento também aos fatores psicossociais, cognitivos, ambientais e organizacionais. “Grande parte da nossa vida a gente passa no ambiente de trabalho. Tem que pensar em todos esses aspectos. São fatores diversos, quando se fala de psicossocial, desde um ambiente muito ruidoso, fator de risco para o desenvolvimento de irritabilidade; você trabalhar em um ambiente onde o stress é muito alto, por exemplo, o operador de voo, que qualquer erro pode levar à queda de um avião. E também a falta de uma hierarquia dentro da organização pode contribuir. Pessoas que ficam sem saber a quem se portar. É preciso líderes bem capacitados para conseguir identificar quem não está bem dentro de suas funções. Ninguém pede para ter depressão”, finalizou.

A íntegra da palestra do médico psiquiatra Ramon Cavalcanti Ceschim pode ser assistida no canal do Youtube da Assembleia Legislativa.

da Alep