Segunda-feira, 27 de Maio de 2024

‘Paraná Recupera’ amplia linhas de crédito para micro e pequenas empresas afetadas pela pandemia

2020-04-27 às 08:46

A Fomento Paraná contabiliza pouco mais de 2 mil contratos emitidos com micro e pequenas empresas para concessão de crédito pelo programa ‘Paraná Recupera’, lançado no final de março pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior para preservar salários e empregos nas micro e pequenas empresas paranaenses.

A maior parte dos pedidos atendidos é da nova linha de até R$ 6 mil para empreendedores informais, Microempreendedores Individuais (MEI) e microempresas. Os recursos são liberados em três parcelas e têm como objetivo proporcionar renda e pagamento de salários durante três meses. O período foi inicialmente projetado para atender ao distanciamento social, com fechamento temporário de empreendimentos e prestação de serviços não essenciais, para prevenção contra o avanço do coronavírus no Estado.

“Vencemos o marco legal e normativo no início de abril, com a lei do ‘Paraná Recupera’, conseguimos colocar a linha até R$ 6 mil com as novas condições, há 15 dias, e há uma semana colocamos à disposição dos parceiros e clientes as linhas até R$ 20 mil, também com novas condições de juros e prazos”, afirma o diretor-presidente da empresa, Heraldo Neves.

“O volume de contratações ainda é baixo, mas os novos contratos já representam quatro vezes mais do que a média mensal de contratos finalizados no ano passado”, explica. “No início desta semana, com a entrada em operação de uma plataforma adaptada às novas condições de crédito, devemos aumentar o número de contratos e principalmente o volume de recursos. Vamos passar a atender as linhas de R$ 20 mil a R$ 200 mil, que são muito aguardadas por nossos parceiros e clientes”, completa.

ANÁLISE CRITERIOSA — De acordo com o diretor, os prazos para liberação do crédito são pertinentes à atuação de uma instituição financeira pública, que respeita normas, leis e critérios pormenorizados de cada negócio, no processo de liberação dos recursos.

“Essa análise criteriosa, que demanda tempo, é compensada pelos prazos mais longos de carência e amortização, pelas taxas de juros muito baixas para investimentos, como compra de máquinas, equipamentos, ou construção e reformas, que sempre foram um atrativo para os empreendedores que nos procuram”, explica Everton Ribeiro, diretor de Operações do Setor Privado. “Mesmo o capital de giro, que está sendo muito procurado no momento, mas sempre foi um recurso mais caro, hoje está com taxas muito baixas.”

Ribeiro afirma, ainda, que a instituição é reconhecida por conceder crédito para pequenos negócios, que muitas vezes não são nem recebidos nos bancos comerciais. “Nossa atuação é uma política pública importante principalmente nos pequenos municípios, onde o atendimento é feito por agentes de crédito ou correspondentes, nas prefeituras, federações, associações comerciais e sindicatos que são nossos parceiros”, diz ele.

REQUISITOS – Renato Maçaneiro, diretor de Mercado, informa que a procura pelo crédito foi muito grande em todo o mês de abril, mas muitas propostas que tiveram a análise iniciada não atendem aos requisitos básicos que a instituição é obrigada a consultar.

“Verificamos o Cadastro Informativo Estadual (Cadin), as perdas contabilizadas no sistema de crédito bancário, e o faturamento fiscal, que é fundamental para determinar o limite financiável de acordo com a capacidade de pagamento do empreendimento, além da documentação cadastral de sócios e cônjuges”, afirma Maçaneiro. “É um processo que toma tempo e muitos ficam pelo caminho, mesmo com algumas facilidades que foram criadas para este momento de crise provocada pela pandemia.”

Informações e foto: Agência Estadual de Notícias