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Quinta-feira, 22 de Fevereiro de 2024

Projeto GGPEL: Criança tem que ser criança – Entenda os perigos de acelerar a infância do seu filho

2023-10-25 às 16:49
Foto: Reprodução/Freepik

Antes de qualquer coisa, a criança tem o direito de ser criança. E isso significa poder brincar, estudar, fazer amigos e ter o amor e proteção da família. Em alguns lares, é comum vê-las assumindo papéis que não cabem à idade e ao preparo psicológico delas. Seu filho não deveria precisar se preocupar com os problemas do casamento ou financeiros, por exemplo. Por mais maduro que seja, ele não pode assumir alguns pesos e responsabilidades que cabem apenas aos adultos.

Criança ocupada demais deixa de ser criança

Nas últimas décadas, é cada vez mais frequente a preocupação excessiva (mas legítima) dos pais com o futuro dos filhos. O problema não é a preocupação em si – afinal, você deseja sempre o melhor do mundo para o seu filho – mas sim as soluções buscadas. Uma pesquisa feita em 2018 pelo portal médico WebMD, nos Estados Unidos, mostrou que 72% das crianças entre 5 e 13 anos demonstram sinais de estresse e que 60% dos pais não notam. Em meio à correria do dia a dia, temos visto crianças pequenas superatarefadas e estressadas com tantas atividades. Na tentativa de preparar seu filho para o futuro e investir em uma educação de qualidade, você pode acabar esquecendo da verdadeira obrigação dele: ser criança, e não um miniadulto.

Criança precisa se vestir como criança

A infância é aquele momento gostoso da vida em que somos livres para nos divertirmos e sermos quem quisermos. E as crianças têm que se vestir adequadamente para poder explorar o mundo que estão descobrindo. Afinal, o que queremos dizer é: criança deve se vestir como criança. Nada de adultização, ok? Tudo tem a idade certa para acontecer. Ensinar seu filho a se vestir e a escolher sua própria roupa é uma tarefa que exige a educação e ajuda dos pais.

Brincadeira é coisa séria!

A ciência já comprovou que a criança, nos seus primeiros anos de vida, precisa de um bom tempo para brincar livremente. Pular, correr, imaginar, criar e estar em constante movimento, tanto mental quanto corporal, contribui para o desenvolvimento social, emocional e cognitivo. “Toda e qualquer brincadeira é benéfica para o desenvolvimento da criança. É um equívoco pensar que as brincadeiras possam ter condições para melhorar um ou outro domínio do desenvolvimento humano”, explica Mônica Caldas Ehrenberg, professora doutora da Faculdade de Educação da USP, especialista em Cultura Corporal, mãe de Theo e Melissa. Pular corda, por exemplo, não é responsável somente pelo desenvolvimento motor. Essa brincadeira também desenvolve as noções de espaço e tempo – afinal, a criança precisa calcular o momento exato de pular – e a capacidade de respeitar regras, já que se ela tirar os pés do chão fora de hora, vai errar o movimento.

A brincadeira também desenvolve habilidades como integração, parceria, noção do corpo e do espaço, o raciocínio lógico e a criatividade. Sabe aquela velha história de que as crianças absorvem tudo o que está à volta delas o tempo todo? Pois é, isso também se aplica ao brincar. “O desenvolvimento acontece através do lúdico, ela precisa brincar para crescer. É brincando que ela se satisfaz, realiza seus desejos e explora o mundo à sua volta”, afirma Deborah Moss, neuropsicóloga, mestre em desenvolvimento infantil pela USP, mãe de Ariel e Patrick. Por isso, nada melhor do que incentivar esse tipo de atividade longe do tablet e do celular. “Para que as crianças entendam que é preciso saber brincar sem os eletrônicos, os pais devem ser o exemplo, principalmente na primeira infância – que é até os 6 anos. Os pais também devem lembrar de reservar todos os dias, pelo menos meia hora para brincar somente com os filhos. Quando a família direciona esse tempo, o momento fica com cara de férias, a criança vai sentir esse período valorizado e criar uma estrutura emocional”, explica a pedagoga Maibí Mascarenhas, mãe de Valentina.

Leia a reportagem completa da Revista Pais & Filhos