Segunda-feira, 15 de Julho de 2024

Projeto GGPEL: O que é a educação positiva?

2024-03-26 às 15:35
Foto: Reprodução/Freepik

Você já ouviu falar em educação positiva? O conceito tem se tornado cada vez mais popular entre pais, mães e cuidadores. Basta uma pesquisa rápida na internet e nas redes sociais para encontrar milhares de publicações de especialistas falando sobre o assunto. Educação respeitosa, educação não violenta… Ainda que com nomes ou formas de explicar um pouco diferentes, todos pregam a mesma coisa: uma criação mais acolhedora e que reconheça a criança como um sujeito que merece ter suas opiniões e seus sentimentos respeitados.

Em outras palavras, a educação positiva propõe que os adultos construam uma relação mais amorosa e respeitosa com as crianças, sempre considerando as necessidades e os sentimentos dos filhos. “A missão a longo prazo é oferecer um lar para as crianças que realmente promova um desenvolvimento saudável. Mas, levando em consideração que estamos em uma sociedade que não respeita a infância, nosso objetivo é reduzir danos”, defende a pedagoga e educadora parental Maya Eigenmann, autora do livro A Raiva Não Educa, a Calma Educa.

Ainda que proponha uma outra forma de pensar a relação com os pequenos, é importante pontuar que a educação positiva não é um manual de como criar filhos. Ela não apresenta fórmulas prontas e nem traz soluções infalíveis sobre como educar com mais respeito, gentileza e empatia. Muito pelo contrário: a proposta é justamente que cada família encontre a sua forma de fazer isso. O importante é o esforço consciente de pensar o que pode estar desajustado e tentar fazer diferente.

Educação positiva na prática

Palmadas, ameaças, castigos, xingamentos… Muita gente ainda acredita que, para educar uma criança, é preciso adotar esses comportamentos. Afinal, o adulto, na teoria, é o único que dita as regras e o que ele faz não deve nunca ser questionado. O que a educação positiva propõe é totalmente o contrário. Em vez de obedecer por obedecer, a ideia é que as crianças sejam estimuladas a saber por que as regras existem e o que pode acontecer caso não sejam cumpridas.

E isso não significa deixar a criança fazer o que ela bem entender. É preciso continuar impondo limites e sabendo dizer não, sempre que necessário. “Educação positiva não tem nada de passiva. Tanto na permissividade quanto no autoritarismo a peça central ainda é o adulto. Aqui a proposta é que a criança esteja no centro e que suas necessidades e vontades também sejam consideradas”, defende Maya Eigenmann.

Na prática, nem sempre é tão simples assim. O primeiro passo é reconhecer que, se pretende mudar a forma de educar seu filho, a mudança deve começar por você. “Dificilmente fazemos isso naturalmente. Nós aprendemos a nos relacionar a partir do exemplo que recebemos. Se você não foi escutado quando criança, só de conseguir esperar seu filho falar já é um avanço”, explica. “A educação positiva é também uma alfabetização dos adultos em termos emocionais”, completa.

da Revista Crescer