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Policial

Venda ilegal de "canetas emagrecedoras" em PG termina com prisão

há 19 horas

Giovanni Cardoso

Venda ilegal de "canetas emagrecedoras" em PG termina com prisão

A Polícia Civil do Paraná, por meio do 2º Distrito Policial de Ponta Grossa, cumpriu nesta quarta-feira (7) um mandado de busca e apreensão que resultou na apreensão de medicamentos irregulares comercializados por redes sociais. O alvo da operação foi um homem de 36 anos, residente no bairro San Martin.

Durante a diligência realizada pela manhã na residência do investigado, foram apreendidos "um frasco do medicamento Tirzec 15 e cinco seringas para aplicação, além de um aparelho celular utilizado nas negociações". Os produtos estavam armazenados na geladeira do imóvel.

A investigação teve início após denúncia anônima apontando que o suspeito utilizava um perfil no Instagram para anunciar a venda de medicamentos da classe dos agonistas GLP-1, popularmente conhecidos como "canetas emagrecedoras". Entre os produtos comercializados estavam TG, Lipoless, Tirzec 15 e similares, todos proibidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Segundo a Anvisa, medicamentos sem registro no país dificultam a rastreabilidade em caso de eventos adversos à saúde e podem representar riscos graves aos usuários.

De acordo com as investigações, o suspeito divulgava os produtos por meio de stories no Instagram, exibindo tabelas de preços, imagens de grande quantidade de medicamentos e frases que garantiam a eficácia dos produtos. Ele também disponibilizava um número de telefone para pedidos via WhatsApp, anunciando entregas em domicílio. Entre as postagens estavam mensagens como "reposição de estoque" e imagens de valores em dinheiro, caracterizando atividade comercial organizada e habitual.

O homem foi preso em flagrante pelo crime previsto no artigo 273, §1º do Código Penal, nas modalidades de "vender, expor à venda, ter em depósito para vender, distribuir e entregar a consumo produto de procedência ignorada sem registro, quando exigível, no órgão de vigilância sanitária competente". A pena prevista para o delito varia de 10 a 15 anos de reclusão, além de multa.

Durante o interrogatório, ele confessou a prática do comércio ilegal, informando que buscava os medicamentos no Paraguai e que já havia vendido todo o estoque, restando apenas o frasco apreendido. Posteriormente, foi encaminhado à Cadeia Pública local, permanecendo à disposição do Poder Judiciário, enquanto o material apreendido seguiu para perícia técnica.

A Polícia Civil reforça que "a comercialização irregular de medicamentos sem registro sanitário representa grave risco à população, pois subverte o sistema de vigilância sanitária estabelecido para proteger os consumidores contra produtos inadequados, ineficazes ou perigosos".

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