há uma hora
Joyce Clara

Desde a circulação de imagens que mostram um suposto abandono por parte da Clinicão, empresa que realizou suposto abandono de animais, políticos, entidades e população no geral se mobilizam contra a empresa terceirizada que administra o Centro de Referência para Animais em Risco (CRAR). Ontem (12), o Grupo Fauna organizou um protesto na Câmara Municipal, onde o Conselho Municipal de Proteção e Defesa dos Animais (CMPDA) utilizou a tribuna para apresentar mais irregularidades da empresa.
"A partir do momento em que a empresa assumiu o CRAR, o número de denúncias que recebemos tem aumentado a cada dia. Denúncias que já foram levadas ao Poder Executivo, mas que até o momento não foram tomadas medidas sobre os casos. Esperamos que algo seja feito por parte da Prefeitura, pois a situação não pode continuar dessa forma", afirmou Anael Ruccieri, presidente da entidade.
O presidente complementa que, desde que a empresa assumiu o CRAR, mais de cem mensagens de denúncias foram enviadas para o conselho. Entre elas, o caso de um indivíduo que levou um animal comunitário para ser atendido e ele sumiu do local. Ele encaminhou uma questão para a empresa, mas recebeu como resposta que não havia como denunciar. A situação foi encaminhada para a Prefeitura Municipal no dia 21 de janeiro, mas, até o momento, não houve advertência ou qualquer outra ação. Em outro caso, foi pedido que o munícipe realizasse um pagamento para o CRAR, serviço que deveria ser gratuito para a população.
A vice-presidente do Grupo Fauna, Carina, afirmou que a mobilização foi em prol do bem-estar dos animais de Ponta Grossa: "Não basta coletar da rua se não fizer a abordagem correta com os animais (...) a gente espera que analisem as provas irrefutáveis e revejam essa conduta, não é admissível que os animais sejam tratados assim, esperamos, pelo menos, a suspensão temporária do contrato". O Grupo Fauna é uma entidade que atua em defesa dos Direitos Animais e Ambientais.
Durante a sessão, a vereadora Teka dos Animais fez uso da palavra e exigiu que a Prefeitura Municipal encerrasse o contrato com Clinicão. Teka foi alvo de Moção de Repúdio por omissão. Até o momento, o poder executivo mantém a administração do CRAR com a empresa terceirizada.