há 5 horas
Heryvelton Martins

Abertas nesta segunda-feira (12), as inscrições para o Programa Prata da Casa 2026 trazem à tona o debate sobre o financiamento esportivo em Ponta Grossa. A categoria máxima do edital, destinada a atletas de nível “Olímpico/Paralímpico”, prevê um teto de R$ 1.210,40 mensais.
O valor corresponde a 10 Unidades de Referência (VR) — fixada em R$ 121,04 neste ano — e é destinado a esportistas com histórico em Jogos Olímpicos, Paralímpicos ou mundiais. Diante dos questionamentos sobre o montante, que representa cerca de 74% do salário mínimo nacional, o secretário de Esportes, Ede Pimentel, esclarece a natureza do programa.
Segundo Pimentel, o Prata da Casa não tem caráter trabalhista. “Não se trata de remuneração ou salário, mas de auxílio financeiro complementar à prática esportiva”, afirma.
O secretário destaca que a definição dos valores e do quantitativo de bolsas — estimado em 400 para este ano — respeita a autonomia do Município e a competência constitucional para legislar sobre assuntos locais.
“Os valores das bolsas não são padronizados nacionalmente e podem variar entre municípios e entre categorias, sempre conforme a disponibilidade orçamentária anual”, explica Pimentel.
Ele reforça que o programa é regido por lei específica e edital público, que estabelecem critérios objetivos como nível técnico, faixa etária e resultados comprovados em 2025.
“O quantitativo de atletas apoiados é definido a partir do orçamento destinado ao esporte e da distribuição histórica de concessões”, completa.
O programa divide os benefícios em cinco categorias, com valores cumulativos baseados no VR de R$ 121,04:
Olímpico/Paralímpico: Até R$ 1.210,40 (10 VRs).
Alto Rendimento: Até R$ 726,24 (6 VRs).
Seleção Municipal: Até R$ 484,16 (4 VRs).
Incentivo Campeão: Até R$ 363,12 (3 VRs).
Futuro (Escolar): Até R$ 242,08 (2 VRs).
As inscrições seguem até 23 de janeiro. O processo exige preenchimento de formulário no site da SMESP e envio de documentos via sistema OXY.