há 2 horas
Heryvelton Martins

O que antes era uma via de acesso no bairro Uvaranas transformou-se em um cenário de destruição e medo. Na Rua Emílio Voigt, a força da erosão literalmente "engoliu" parte do asfalto, criando uma cratera que já forçou a interdição de uma creche e ameaça derrubar residências. As imagens obtidas pelo D'Ponta News revelam bueiros expostos, rachaduras profundas e o isolamento de uma comunidade que se sente esquecida pelo poder público.
Para quem vive no local, como a moradora Berenice Lemes Barbosa, a sensação é de que o tempo está contra as famílias. Residente na rua há duas décadas, ela relata que o avanço do barranco já destruiu calçadas e parte de muros.
"Daqui uns dias estou morando lá embaixo, cai tudo. Minha calçada, muro, tudo vai abaixo e cada dia piora mais", desabafou Berenice em entrevista exclusiva.
Mesmo com os impostos rigorosamente em dia, ela afirma ter medo de realizar melhorias no imóvel diante do risco iminente de desmoronamento. A insegurança também afeta a mobilidade: motoristas de aplicativos, como Uber, recusam-se a entrar na rua devido ao risco de quedas e danos aos veículos.

O impacto da erosão ultrapassa os limites domésticos. Um prédio pintado de vermelho, que funcionava como um colégio, precisou ser totalmente interditado após o muro ceder. Próximo a uma boca de lobo visivelmente danificada, uma moradora já foi obrigada a deixar sua casa por conta do colapso da via.

Segundo os moradores, diversos protocolos foram abertos junto à administração municipal ao longo do último ano. No entanto, a resposta segue um padrão que não resolve o problema: "estamos avaliando uma solução". Enquanto a análise técnica não se transforma em obras, a Rua Emílio Voigt permanece interditada.
A equipe do D'Ponta News entrou em contato com a Prefeitura Municipal de Ponta Grossa para obter detalhes sobre os estudos ou soluções para o caso, mas, até o fechamento desta matéria, não teve um retorno oficial. O espaço segue aberto para manifestação.