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Ponta Grossa

Crianças ficam sem repetição na merenda, mas Prefeitura de PG afirma que empresa cumpre contrato

Em sessão acalorada na Câmara, vereadores denunciam racionamento de proteína na periferia, enquanto equipe técnica defende ajustes no fornecimento da terceirizada Ômega

há uma hora

Heryvelton Martins

Crianças ficam sem repetição na merenda, mas Prefeitura de PG afirma que empresa cumpre contrato
Reprodução / Divulgação
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A qualidade e a quantidade da merenda escolar servida nas instituições municipais de ensino de Ponta Grossa pautaram uma tensa audiência pública na Câmara Municipal realizada na tarde desta segunda (2). O debate expôs divergências entre os relatos de vereadores, que apontam racionamento de carne e graves falhas de higiene, e a defesa técnica da Secretaria de Educação, que garante o cumprimento do contrato firmado com a empresa Ômega.

O vereador Guilherme Mazzer questionou a gestão do serviço, com foco na falta de proteína para os alunos que desejam repetir a refeição. “Fico indignado de ir a uma escola de periferia onde 100% da alimentação da criança é na escola e ela não pode repetir carne, solicitar para a tia: 'Tem mais carne?' Não tem”, denunciou o parlamentar. Em resposta, a nutricionista Elaine, responsável técnica pela alimentação escolar, explicou que a empresa cumpre a exigência contratual de enviar 50 gramas de carne por aluno matriculado.

Segundo a profissional, a falta do alimento não configura uma falha da Ômega, mas exige um ajuste na produção das cozinhas. "Eles trazem uma quantidade de 50 gramas pelo número de alunos matriculados. Então, em termos contratuais, a empresa está cumprindo o contrato", afirmou a técnica.

Outro ponto de atenção envolveu o preparo de peixes. Mazzer citou uma escola no distrito de Itaiacoca onde quatro quilos de tilápia congelada reduziram drasticamente após o descongelamento, com uma perda superior a 30%. A nutricionista confirmou a quebra acentuada, mas esclareceu que o peixe pertencia a um estoque remanescente da própria prefeitura, e não à empresa terceirizada. O estoque municipal, inclusive, motivou novos questionamentos.

A secretária de Educação, Joana D'Arc Panzarini Egg, informou que os alimentos estocados nas escolas antes da terceirização passaram por um inventário minucioso e, agora, integram um processo de repasse à empresa Ômega mediante compensação financeira. No entanto, as condições estruturais de armazenamento geraram fortes embates. A vereadora Marisleidy relatou ter encontrado um cenário de evidente risco sanitário durante uma visita ao barracão da empresa. Ela denunciou a presença de muita sujeira, pães endurecidos, embalagens rasgadas e até caminhões no interior do galpão. Além do mau acondicionamento, a parlamentar destacou a mistura perigosa de produtos: “Havia saneantes misturados com alimentos [...] sabão em pedra e detergente com arroz e feijão”, detalhou.

A vereadora Joce Canto também cobrou esclarecimentos sobre as inconformidades detectadas pela própria prefeitura logo no início da operação. A secretária Joana e representantes da pasta confirmaram a identificação de problemas iniciais, como a entrega de frutas batidas, pães fora do padrão e falhas no trato dos entregadores. No entanto, a titular da secretaria assegurou que vistorias posteriores, realizadas em conjunto com nutricionistas, constataram a regularização imediata da limpeza e a separação correta dos insumos e equipamentos.

O vereador Pastor Ezequiel Bueno defendeu o trabalho dos servidores da educação, com a afirmação de que visitou a empresa sem aviso prévio e encontrou o local organizado. Apesar dos obstáculos relatados com a terceirização, a audiência apresentou um dado positivo sobre a valorização dos produtores locais. Questionada pelo vereador Careca sobre o futuro das compras da agricultura familiar, a secretária de Educação garantiu a manutenção do modelo.

Atualmente, o município adquire 45% dos alimentos desse setor, índice que supera a exigência do decreto federal, fixada em 30%.

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