há 18 horas
Heryvelton Martins

A falta de participação de representantes governamentais e da sociedade civil trava o andamento das pautas do Conselho Municipal dos Direitos LGBT de Ponta Grossa (CMLGBT). A ata da reunião ordinária de outubro de 2025, publicada em Diário Oficial nesta quinta-feira (8), revela que o encontro não ocorreu oficialmente por insuficiência de membros presentes.
Para o início dos trabalhos, o regimento interno exige a presença de dois terços dos 20 membros em primeira chamada, ou metade mais um (11 participantes) em segunda chamada. No entanto, o número mínimo não foi atingido. Diante da situação recorrente, a presidente do conselho, Thaís Boamorte, decidiu não aguardar o tempo total de tolerância e encerrou a tentativa de sessão oficial.
Mesmo sem caráter deliberativo, o grupo presente discutiu informalmente os impactos do esvaziamento das reuniões. Thaís Boamorte destacou que enviará ofícios diretamente às secretarias e instituições que compõem o órgão para cobrar explicações sobre as faltas.
Segundo a presidente, o atraso constante nas reuniões dificulta o avanço de discussões e resoluções necessárias para a comunidade. Entre os presentes que compareceram voluntariamente estavam representantes da Secretaria Municipal de Turismo, Fundação Municipal de Saúde, OAB e Conselho da Juventude, além da diretoria.
Durante o encontro informal, foi destacada a importância da participação de Ponta Grossa na IV Conferência Estadual dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+, em Brasília, com a convocação do delegado eleito Everaldo Carneiro Ortiz. O objetivo é trazer propostas federais e estaduais para debate municipal. Também foi mencionada a votação, na Câmara Municipal, da declaração de utilidade pública para a entidade “Flor de Liz”, voltada aos direitos LGBT.