há 2 horas
Heryvelton Martins

O novo modelo de terceirização da merenda escolar em Ponta Grossa gera um cenário de forte desgaste físico e mental para as profissionais que atuam na linha de frente das cozinhas municipais. Em um desabafo que repercutiu nas redes sociais, a merendeira Valeria Cunha Santos expôs a realidade enfrentada pela categoria, destacando que a falta de organização e a ausência de comunicação clara por parte da nova gestão comprometem o trabalho diário.
Segundo o relato, o que antes já era um desafio tornou-se ainda mais difícil devido à inexperiência na condução deste novo formato administrativo, gerando um sentimento de desamparo entre as auxiliares de cozinha e merendeiras.
As trabalhadoras afirmam que, durante o processo de implementação da terceirização, foram feitas diversas promessas de apoio, ampliação da mão de obra e facilitação dos processos burocráticos e de anotações. No entanto, na prática, a realidade tem se mostrado oposta, com um aumento significativo na sobrecarga de trabalho e exigências crescentes que não são acompanhadas pelo suporte prometido.
"Estamos cansadas fisicamente, mas principalmente psicologicamente. Temos nos esforçado além do limite para dar conta das novas demandas, tentando nos adaptar a mudanças constantes e desorganizadas. A frase “estamos nos adaptando” tem soado mais como um pedido silencioso de socorro do que como um sinal de esperança", publicou ela nas redes sociais.
A categoria ressalta que o descontentamento não é em relação ao ofício em si, do qual sentem orgulho pela importância nutricional para os alunos, mas sim pelas condições inadequadas para o exercício da função. O grupo agora clama por um diálogo efetivo e por um planejamento que respeite a dignidade de quem prepara as refeições diariamente.