há 2 horas
Heryvelton Martins

Moradores de Ponta Grossa têm relatado odor e gosto atípicos na água tratada nos últimos dias. Segundo comunicado conjunto emitido pela Sanepar, IDR-Paraná, IAT, Adapar e Simepar, o problema é causado por uma forte proliferação de algas no reservatório Alagados.
O fenômeno ambiental decorre de um longo período de chuvas abaixo da média na microbacia do rio Pitangui, somado às temperaturas elevadas. Essa combinação reduz o nível do reservatório e aumenta a concentração de nutrientes, favorecendo o crescimento das algas que alteram temporariamente as características sensoriais da água.
Apesar do desconforto causado pelo sabor e cheiro, as instituições afirmam com transparência que a água distribuída segue rigorosamente os padrões de potabilidade. O consumo permanece seguro para a população, enquanto as equipes técnicas trabalham em regime permanente para reduzir os impactos.
Para enfrentar a situação, uma série de medidas já está em execução: foi feita a perfuração de novos poços, reforço no tratamento, monitoramento intensivo com análises diárias e instalação de novos equipamentos de controle. Além disso foram intensificados os programas de conservação de solo em propriedades rurais, recuperação de nascentes e pesquisas científicas para identificar e reduzir as fontes de impacto que levam nutrientes ao reservatório.
A normalização completa depende da retomada das chuvas em volume adequado para elevar o nível da água e diluir naturalmente a concentração de algas. As instituições reafirmaram o compromisso de informar a população com frequência até que o sistema seja totalmente restabelecido.
"As instituições Sanepar, IDR-Paraná, IAT, Adapar e Simepar vêm a público esclarecer a situação do abastecimento de água no município. Reconhecemos a preocupação dos moradores diante do odor e do gosto atípicos percebidos nos últimos dias e reafirmamos nosso compromisso com a transparência e a saúde pública.
A causa do Problema
A alteração ocorre devido à forte proliferação de algas no Reservatório Alagados. Este fenômeno é resultado de dois fatores principais:
Baixa Pluviosidade: Longo período de chuvas abaixo da média na microbacia do Rio Pitangui.
Fatores Climáticos: Com o nível baixo do reservatório e temperaturas elevadas, há uma maior concentração de nutrientes, favorecendo o crescimento das algas.
Informação Importante: A água distribuída segue dentro dos padrões de potabilidade e pode ser consumida com total segurança. As alterações são restritas ao aspecto sensorial (cheiro e gosto).
A normalização completa depende da retomada das chuvas, mas as instituições já estão atuando em frentes simultâneas:
Ações Imediatas: Perfuração e ativação de poços; reforço no tratamento; monitoramento intensivo com análises diárias e instalação de novos equipamentos de medição.
Ações Estruturantes (Médio Prazo): Melhorias e ampliações no sistema produtor e nas unidades de tratamento.
Manejo Sustentável: Programas de conservação de solo e água em propriedades rurais e recuperação de nascentes.
Proteção da Microbacia: Mobilização regional para reduzir o aporte de nutrientes no reservatório.
Ciência Aplicada: Identificação das fontes de impacto e pesquisas científicas para acelerar a recuperação do ecossistema.
É importante reforçar que a recuperação do reservatório não é imediata e está ligada ao volume de chuvas dos próximos meses. Nossas equipes técnicas permanecem em regime permanente de trabalho para acelerar a normalização.
Seguiremos informando a população com frequência e responsabilidade.
Atenciosamente, Sanepar, IDR-Paraná, IAT, Adapar e Simepar"